Megadeth realizou na noite de sábado, 2, sua aguardada e esgotada apresentação em São Paulo. O único show no Brasil fez parte da This Was Our Life Tour e aconteceu no Espaço Unimed — mesmo local da performance da banda em 2024.

Para essa passagem, o contexto era a despedida de Dave Mustaine e a divulgação do álbum final e autointitulado do grupo, lançado em janeiro. Por conta disso, os fãs sabiam de todo o peso e significado que a noite traria não apenas para ele, mas para a banda em si, já que essa foi a 17ª vinda do grupo ao país e o show de número 42 por aqui — uma marca gigantesca.

Setlist contou com clássicos, músicas recentes e surpresas

Com uma qualidade de som irretocável e um clima explosivo, o setlist contou com os hits atemporais que dispensam apresentações, como “Symphony of Destruction”, “Hangar 18”, “Tornado of Souls”, “Wake Up Dead”, “Peace Sells” e “Holy Wars…The Punishment Due”, que enlouqueceram os fãs do minuto inicial até o final da performance. Do material mais recente foram tocadas “Tipping Point”, “I Don’t Care” e “Let There Be Shred”, que se destacaram pela boa receptividade vinda do público, comprovando que se tornaram sucessos em tão pouco tempo.

No entanto, a principal surpresa foi a inclusão de “The Conjuring” no setlist, uma vez que Mustaine se converteu ao cristianismo e já mencionou ter se arrependido de tê-la escrito por referenciar rituais satânicos.

Outro grande destaque ficou por conta da banda tocando o cover de “Ride The Lightning”, do Metallica; afinal, não seria uma despedida se Mustaine não tocasse um dos principais hits do metal do qual ele é coautor, marcando um fechamento de ciclo em sua carreira como músico. A ausência mais sentida pelos fãs ficou para “A Tout Le Monde”, já que grande parte do público tinha expectativa para ouvi-la, o que não aconteceu.

Mesmo com as limitações de sua voz, Dave é um vencedor na vida por ter enfrentado um câncer e derruba qualquer crítico apenas tocando sua guitarra. Ele faz isso com maestria, velocidade e uma técnica invejável, provando que, sem ele, também não haveria o Thrash Metal.

Como um verdadeiro maestro, o guitarrista tem o público na palma de sua mão e ainda conta com os reforços dos ótimos e veteranos Dirk Verbeuren (bateria) e James LoMenzo (baixo) — que está em sua segunda passagem pela banda. O mais novo integrante, o guitarrista Teemu Mäntysaari, também mostrou ser um músico de altíssimo nível, justificando a razão de Kiko Loureiro tê-lo escolhido como seu substituto.

Show do Megadeth deixou sensação de retorno em breve

Embora anunciada como uma “despedida final”, é difícil acreditar que este seja realmente o último capítulo do Megadeth no Brasil. Na última semana, Dave mencionou em um show recente realizado na Colômbia que sua banda voltaria ao país “uma última vez”.

Caso isso realmente aconteça, a turnê deverá incluir mais cidades e ser proporcional a tudo que a banda representa no metal, dando aos Droogies uma real e derradeira oportunidade de ver Dave Mustaine destruindo na guitarra, assim como dito por ele na faixa “The Last Note”:, presente no novo álbum: “Cheguei. Eu comandei. Agora, eu desapareço.

Confira as as fotos exclusivas da nossa fotógrafa Jéssica Marinho:

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.