Marcus D’Angelo, vocalista do Claustrofobia, concorda com Fernanda Lira quando se trata da motivação de bandas brasileiras de metal para encontrar um som pesado e brutal: motivos para passar raiva no Brasil não faltam.

Em conversa durante o quadro The Wikimetal Happy Hour desta semana, Nando Machado pediu a opinião de D’Angelo sobre a afirmação da vocalista e baixista do Crypta, que atribuiu a brutalidade das bandas de metal locais às dificuldades coletivas enfrentadas no país.

“Concordo assim, isso não é agora”, começou o músico. “Já ouvi falar de amigos artistas (…), todo mundo concorda que nos momentos difíceis, de estresse, raiva e ódio, é quando você mais produz bem [sic], qualquer que seja, imagina o metal, que é uma coisa mais agressiva”.

Para além dos sofrimentos normais do cotidiano, o país também tem um dedinho de responsabilidade nisso, na opinião dos artistas. “Viver no Brasil tudo é difícil, tudo que você vai fazer é difícil, tudo é um estresse, claro, tem tudo a ver”, continuou. “Brasil é um país genial, amo o Brasil, é um lugar especial, as pessoas têm habilidade e capacidade para tudo, tem o sangue do planeta inteiro em um sangue só. Não é mais que ninguém, mas é especial, e sofre para caramba”.

De acordo com D’Angelo, “desde sempre tem banda boa” na cena nacional, mas atualmente o nível é ainda mais alto “[O sofrimento] faz as bandas serem geniais”, argumentou.

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]