Qual o segredo para a sonoridade agressiva do thrash e death metal brasileiro? Em entrevista ao The Wikimetal Happy Hour desta semana, Fernanda Lira, da Crypta, falou sobre a motivação por trás da potência do som produzido no país.

“Sempre que me perguntam em entrevistas na gringa assim, ‘Por que que o metal brasileiro é tão especial, o thrash, por que tem uma agressividade que ninguém mais consegue?’, e eu falo: ‘é raiva’”, contou a baixista e vocalista. “A gente vive todo dia (…) é um 7 a 1, uma desgraça, cara. Não dá para ter paz nesse país, principalmente ultimamente”.

Para a ex-Nervosa, esses sentimentos influenciam diretamente na sonoridade das bandas dos gêneros no Brasil. “Ainda bem que tem a música para dar uma desbaratinada, se não vai todo mundo morrer de nervoso”, continuou. “Acho de verdade que a gente fica tão impregnado no dia a dia, e a ferramenta que a gente tem é a nossa arte, então é a nossa melhor maneira de se expressar, acho que essa brutalidade no som e crueza, agressividade tem tudo a ver com inconformismo, talvez até subconsciente”.

Durante a conversa com Nando Machado, Fernanda também falou abertamente sobre a saída da Nervosa e como Crypta nasceu há dois anos, antes da decisão de tomar rumos diferentes e deixar a antiga banda.

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]