Em entrevista para o podcast Esquadrão Nerdola, do canal Linhagem Geek, Edu Falaschi explicou em mais detalhes a logística por trás de sua carreira solo e frisou a importância de manter os pagamentos da equipe em dia, mesmo que isso significasse o sacrifício de alguns confortos.
Durante a conversa, o músico, que atualmente está promovendo seu álbum mais recente, Mi’raj (2026), falou dos desafios logísticos de manter uma turnê, especialmente em relação ao orçamento disponível. Em 2022, Edu se destacou pela superprodução do show do álbum Vera Cruz (2021), que foi gravado para DVD em São Paulo.
“Eu sempre tive duas prioridades na minha carreira solo em questão de shows. Um: toda vez que eu fizer uma produção, uma turnê ou um show, duas coisas têm que estar 100% perfeitas tenha um ingresso vendido ou tenha cinco mil. Cachê da banda, cachê dos músicos, cachê da equipe, sempre pago. Muitas vezes eu adiantei dinheiro do meu dinheiro porque às vezes o contratante pagava 30 dias depois. Muitas vezes eu tomei prejuízo porque não deu o público que tinha que dar. Tomei prejuízo com 5.000 pessoas, que foi o show de São Paulo. Foi tudo investido no DVD”, disse Edu.
“Uma [das turnês] foi muito cara porque tinha muito day off”, explicou. “Então eram dias que eu tinha que bancar todo mundo sem ter show. Sem ter dinheiro entrando. Então, segunda-feira, terça, quarta, quinta, day off, eu pagando para 20 pessoas, alimentação, hotel, não sei o quê. Às vezes tinha que reduzir um pouco o status da turnê, ficar em um lugar mais simples. A gente sempre ficou em hotéis, mas às vezes tem que ficar em uma pousada. Só que é uma situação que você, como empresa, tem que fazer acontecer, porque minha prioridade era: pode ter uma pessoa, pode ter dez, pode ter cinco mil, eu preciso pagar todo mundo na data combinada.”
Apesar de não citar nomes e nem mencionar o ocorrido, as declarações de Edu Falaschi chegam dias depois de comentários feitos por Roberto Barros alegando divergências financeiras e condições desiguais de trabalho durante a turnê com o músico. Em um de seus exemplos, Roberto alega que a banda foi colocada em um hotel com pulgas, “sem ar-condicionado, sem toalha e sem internet”, enquanto Edu teria se hospedado com o empresário em um hotel “excelente”.
“Tudo sempre tudo foi falado, aprovado, combinado, assinado, e eu cumpri todos os compromissos de cachê, de data de pagamento, de tudo”, afirma Edu. “Só que às vezes você não consegue suprir a expectativa de 100% das pessoas que estão envolvidas. Mas eu fiz o meu melhor. Eu tive que aprender a ser empresário, né? Então gerenciamento de pessoas, tudo, que é difícil pra caralho. Cada um é de um jeito, cada um tem uma personalidade, fui aprendendo com tudo. Me dedique muito, me doei muito”.
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