O cantor Edu Falaschi realizou na última sexta-feira, 29, na School of Rock Pinheiros, em São Paulo, uma audição privada de Mi’raj, álbum que concluirá a trilogia iniciada em Vera Cruz (2021). O disco será lançado no Brasil ainda neste mês de junho e em agosto para o restante do mundo.

O evento, exclusivo para fãs que adquiriram um box na pré-venda, ainda contou com a presença de influenciadores e imprensa. O Wikimetal esteve presente e registrou algumas das principais declarações do músico sobre o trabalho que também celebra seus 35 anos de carreira. 

Sobre a audição, Edu agradeceu a confiança dos seus fãs por terem comprado o material sem saber da qualidade final. “São os meus fãs mais próximos. Os que compram o box, que não é um produto barato, e compram no escuro sem ouvir nada, sem saber se vai ser bom. Podia vir um disco de reggae [risos]. Então, os caras compram no escuro, acho que é uma coisa legal. Quando eu ganhar na loteria eu dou uma grana para todo mundo, recompenso a galera com dinheiro tipo Silvio Santos”, brincou.  

Edu Falaschi realizou investimento de alto custo na produção

Produzido por Dennis Ward, com quem já havia trabalhado em Vera Cruz e Eldorado (2023), Edu explicou que a mixagem de Mi’raj resgata a forma usada nos anos 1980 e 90 e a versão final permite uma clareza maior na hora de ouvir os instrumentos. 

“A gente está voltando ao que era os anos 80 e 90, com uma mixagem mais aberta, os instrumentos soando mais. Se você olhar a onda da música dos discos mais recentes dos últimos cinco anos, não tem dinâmica, é só um traço. No Miraj, você vê que tem as dinâmicas. Tem vários momentos que caem. Se o cara comprime tudo, fica horrível”, explicou. 

O cantor ainda revelou ter comprado no Japão um microfone Neumann U87, avaliado em 35 mil reais. “Se não ficasse bom [risos]. O outro era mais humilde. Só o microfone, sem nada extra, já tinha que ficar bom mesmo.”, brincou. 

Participação de Rafael Bittencourt em “Intuição”

Um dos destaques do álbum é a faixa “Intuição” com a participação do guitarrista Rafael Bittencourt (Angra) e sendo a primeira música cantada em português por Edu desde “Caça e Caçador”, presente no EP Hunters and Prey (2002). 

Edu relembrou os bastidores do convite, destacando que a música tinha uma pegada “angrística” e bem brasileira, o que chamou a atenção de Rafael. “Ele ouviu e falou: ‘Nossa, que música foda, legal’. Eu vi que ele curtiu. A gente estava se reaproximando, já tinha feito reunião, conversado bastante, mas fazia tempo que a gente não ficava junto publicamente [no Amplifica]. Aí eu arrisquei, falei: ‘Cara, e se você gravar?’. Ele: ‘Tá, beleza, eu gravo'”, explicou.

Influências árabes e Veronica Bordacchini 

Em relação às harmonias, Edu explicou: “Tem vários momentos em que entra um pianinho que faz uma harmonia bem árabe, em uma música que não tem nada a ver com árabe. Me preocupei em colocar uns detalhezinhos assim. Na faixa ‘Echoes of Vows’, tem um negócio de orquestra que é total árabe, dentro de uma música que não é, mas tem lá uma menção.” 

Outra participação de destaque é da italiana Veronica Bordacchini, do Fleshgod Apocalypse na faixa-título. No entanto, para a música, Edu explicou ter buscado abordagem vocal diferente da cantora, caracterizada por uma técnica mais operística.

“Ela canta muito bem. Eu queria uma voz de uma cantora pop, não queria uma cantora lírica, um negócio meio árabe inclusive. Ela faz umas coisas na voz que ficaram muito legais”, concluiu, 

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.