Após o baixista Raphael Dafras se pronunciar sobre as declarações mais recentes de Roberto Barros, alegando divergências financeiras e condições precárias de trabalho na banda de Edu Falaschi, o guitarrista Diogo Mafra também decidiu se manifestar sobre o caso.

Em vídeo publicado no Instagram, Mafra explicou que demorou a entender a proporção da situação por estar focado nos preparativos da próxima turnê de Falaschi e nos cuidados com o filho recém-nascido. No entanto, ao notar a repercussão dos comentários de Barros, sentiu a necessidade de apresentar sua versão sobre a convivência com o vocalista.

Na postagem, o guitarrista alerta os fãs sobre o perigo de tomar partido ouvindo apenas uma das partes. Utilizando o conceito de que existem “três lados para cada história”, o músico evitou invalidar as acusações do ex-colega. “Eu não posso falar sobre a experiência do Roberto, eu não posso falar sobre a experiência de ninguém, eu só posso falar da minha percepção. Muitas vezes, uma mesma experiência experienciada por ângulos diferentes pode trazer percepções diferentes”, disse.

Sobre as acusações, Diogo afirmou que tudo o que sempre foi combinado acabou sendo rigorosamente pago e que, segundo ele, a relação de trabalho é sempre pautada por contratos assinados. O músico ainda revelou atitudes de bastidores de Falaschi que favoreceram os integrantes financeiramente.

“Tudo o que a gente acordou foi cumprido”, declarou. “Inclusive, teve algumas situações de shows que foram legais, que tiveram um resultado massa, que o Edu às vezes pagou a gente mais do que era o combinado. Uma outra coisa: em algumas turnês ele mandou fazer camisetas específicas da banda para dividir o lucro. O custo foi dele, ele recebeu o custo de volta e todo o lucro mandou para a banda.”

“Eu vendo o meu merchandising nas turnês, como meus e-books, camisetas e bonés, e o lucro é 100% meu. O Edu nunca pegou um centavo disso. Eu sei que tem bandas que, se você é autorizado a vender, tem que pagar uma porcentagem para o dono. O Edu nunca me cobrou.”

Diogo ainda afastou qualquer insinuação de que estaria se submetendo a condições desfavoráveis de trabalho por pura necessidade, reforçando que sua renda principal hoje vem de outros projetos. “Graças a Deus, eu não preciso do cachê do Edu para pagar minhas contas”, disse. “Eu tenho os meus trabalhos online. Hoje, a minha vida financeira e da minha família depende zero dos cachês do Edu. Então por que eu ia estar lá obrigado e aceitando condições podres? Não faz sentido. Eu estou lá porque gosto, porque é massa.”

Roberto Barros rebate comentários de Diogo Mafra nas redes sociais

Pouco tempo após o pronunciamento de Mafra, Roberto Barros utilizou seus stories no Instagram para responder diretamente ao guitarrista.

Barros afirmou que, diferentemente do que foi sugerido, a carga de trabalho de Diogo Mafra no estúdio foi mínima. “Você não fez nada nos dois álbuns”, declarou. “Não foi você que passou 1 ano e meio trabalhando no disco, gastando mais de R$ 1.700 por mês para estar na casa do cara, deixando de estar na minha casa. Depois, mais 1 ano no outro disco, com os mesmos gastos, além de 6 meses de gravações, somando os dois discos. Não foi você que gravou o álbum; você só gravou os seus solos. Enquanto você estava na sua casa, com a sua família e surfando, era eu que estava lá.”

Roberto também citou um episódio específico envolvendo o arranjo da faixa “Pegasus Fantasy”. “Inclusive, quando eu saí do hospital, tive que refazer todos os arranjos da ‘Pegasus’ porque o Edu não gostou do que você fez. Ou seja, lá fui eu salvar o barco mais uma vez, mesmo doente. Mas, enquanto você vendia mentoria, eu fazia os álbuns que você hoje toca”, declarou.

Pronunciamento de Roberto Barros. Crédito: Reprodução/Instagram

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.