Tuomas Holopainen, tecladista e fundador do Nightwish, negou completamente a possibilidade de sua banda se reunir novamente com a vocalista Tarja Turunen. Segundo o músico, a ruptura foi como um “divórcio dos feios” e todos os envolvidos possuem suas próprias vidas agora.

Em entrevista à Metal Hammer, Tuomas afirmou que alguém chegou a dizer-lhe que caso Tarja e o baixista Marko Hietala voltassem, o grupo poderia realizar uma turnê inteira pela América do Sul durante um ano inteiro. No entanto, o finlandês descartou completamente a chance de isso se concretizar futuramente.

“Foi um divórcio, e dos feios. Então acho que temos nossas próprias vidas agora. Alguém chegou a me dizer que, se trouxéssemos a Tarja e o Marko [Hietala, que deixou a banda em 2020] de volta, poderíamos fazer turnê apenas pela América do Sul por um ano inteiro. Isso não vai acontecer”, explicou [transcrição via Blabbermouth].

Tuomas ainda falou sobre demissão de Tarja da banda

Na conversa, Tuomas ainda comentou sobre um assunto que divide a opinião dos fãs da banda até hoje: a polêmica carta de demissão enviada para Tarja em 2005 e publicada simultaneamente no site oficial do grupo. No texto, os demais integrantes acusavam a cantora de mudar de atitude e priorizar “negócios, dinheiro e coisas que não têm nada a ver com emoções”.

Segundo ele, o grupo “leva a culpa pelo que aconteceu, e com razão”, mas insistiu que “não havia futuro” para a banda ao lado de Turunen. “Estávamos apenas operando em modo de sobrevivência e atormentados por pensamentos sombrios”, explicou.

Ele ainda acrescentou a informação de que os demais integrantes do Nightwish foram “completamente massacrados na mídia” após a divulgação do documento. “Era como se fôssemos neandertais malvados que machucaram nossa maravilhosa ex-vocalista. Recebi algumas cartas bem interessantes, digamos assim”, concluiu.

A visão de Tarja sobre sua demissão do Nightwish

Em entrevista à Metal Hammer, Tarja relembrou o processo de saída e afirmou ter se arrependido de não ter buscado seus direitos legais após seu desligamento da banda. De acordo com a cantora, ela poderia ter feito “um inferno” no ambiente interno do Nightwish, mas optou por não fazer isso e apenas decidiu seguir em frente e ir embora.

“É muito triste como tudo acabou [com o Nightwish], mas a coisa que eu faria diferente é que, provavelmente, eu deveria tê-los feito passar por um inferno. Eu tinha todos os meus direitos, havia contratos, e eles estariam em apuros por um longo tempo se eu tivesse feito isso, de acordo com os meus direitos, mas eu não fiz. Só decidi seguir em frente e ir embora”, contou [transcrição via Blabbermouth].

Sobre a carta, a cantora afirmou: “O que se seguiu foi um planejamento realmente ótimo deles, sobre como eles queriam me destruir publicamente. Aquilo foi algo que eu nunca esperei. Foi nojento”,

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Atual repórter do Wikimetal, estudante de Jornalismo e fã de metal, em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Sempre gostou de escrever e encontrou no jornalismo musical a sua vocação. Seus principais ídolos são Steve Harris, Adrian Smith e Ozzy Osbourne. [email protected]