Slipknot surpreendeu os fãs na última terça-feira, 19, ao lançar o novo single “The Dying Song (Time To Sing)” e anunciar seu aguardado sétimo álbum de estúdio. O sucessor do We Are Not Your Kind (2019) se chama The End, So Far e chega em 30 de setembro, mas muitas coisas nesse anúncio deixaram os fãs quebrando a cabeça.

Um dos primeiros indícios de que um anúncio estava se aproximando foi um misterioso teaser postado pela banda em suas redes sociais. Um vídeo curto com uma compilação de várias imagens do Slipknot ao longo dos anos foi publicado com a legenda “O começo do fim”. Ao fundo, é possível ouvir a narração do percussionista Clown dizendo: “Isso é Slipknot. A morte não vai parar o Slipknot, a perda de integrantes originais não vai parar o Slipknot”. 

Algumas horas depois, a banda anunciou que o nome de seu novo álbum seria The End, So Far (“O fim, por enquanto”). Em comunicado de imprensa, Clown escreveu: “Nova música, nova arte, novos começos. Prepare-se para o fim”. Todas essas referências a um misterioso “fim” têm confundido os fãs, que ainda não entenderam quais as intenções da Slipknot. 

Apesar da banda não ter revelado nada muito grande sobre o projeto, os integrantes vêm comentando sobre o sucessor do We Are Not Your Kind (2019) há cerca de um ano e meio. Confira tudo o que sabemos sobre o The End, So Far até o momento.

Álbum conceitual

Em março de 2021, Corey Taylor comentou sobre o novo disco pela primeira vez. Em entrevista para o programa New & Approved, o vocalista revelou que ele e Clown tinham compilado “muito material” e que “havia uma chance” do disco se tornar conceitual, se a banda conseguisse construí-lo “do jeito certo”.

“A música é brilhante, ela expande o que fizemos com We Are Not Your Kind e meio que floresce a partir daí”, adiantou Corey na época.

“Muita criatividade” e sensação “libertadora”

Pouco depois da entrevista de Corey, em abril, Clown falou um pouco sobre seu próprio processo pessoal de criação do álbum e revelou que se permitiu ser “muito criativo” enquanto fazia música em seu porão, com seus equipamentos e seus amigos. 

Segundo ele, o período de quarentena e pandemia lhe permitiu uma grande liberdade criativa e também uma grande participação de Corey Taylor em suas ideias. “A pandemia bateu e me tornou criativo, e se alguém se irritar comigo por ser criativo, eu não sei o que dizer sobre isso. Mas eu sei que nós podemos usar tudo que eu fiz ou nada – de qualquer modo, eu não me importo,” comentou.

Alguns meses mais tarde, em julho, Corey Taylor trouxe mais novidades e revelou ter terminado de escrever todas as letras. Ele voltou a reforçar que o disco é uma expansão do We Are Not Your Kind e que contém peso e “muitos elementos diferentes”.

“É a primeira vez em muito tempo que não estou falando do meu ponto de vista [nas músicas], estou tentando olhar pelo ponto de vista de outras pessoas e tentando contar histórias diferentes novamente”, comentou. “Estou meio que retornando a isso e a sensação é libertadora. É muito libertador, cara. Vai ser insano. Tem algumas músicas que as pessoas vão ficar tipo… São de abrir a roda de mosh pit que vão enlouquecer as pessoas”. 

“The Chapeltown Rag” e novas máscaras

Em dezembro, o Slipknot divulgou o primeiro single dessa nova era. A banda fez seu primeiro lançamento desde 2019 com “The Chapeltown Rag” e tocou a música ao vivo pela primeira vez na mesma semana durante o Knotfest Los Angeles. Mais tarde, um videoclipe oficial foi feito com imagens da performance.

Junto com a novidade, a banda também divulgou suas novas máscaras. Como é possível ver no videoclipe da nova música “The Dying Song (Time To Sing)”, alguns integrantes já realizaram mais alterações no item desde então. Enquanto Clown e Michael Pfaff (também conhecido como Tortilla Man) fizeram alterações em formatos e no material utilizado, Sid Wilson mudou completamente o design humano para algo mais robótico, com olhos metálicos.

Lado “mais experimental” do Slipknot e voz “totalmente nova” de Corey Taylor

A partir de fevereiro, Corey Taylor passou a descrever o novo álbum como “uma versão mais pesada do Vol. 3”. Na época, o disco estava passando por um processo de mixagem que o vocalista imaginou que duraria cerca de três meses.

Em entrevista, o baterista Jay Weinberg se mostrou bastante empolgado com o novo disco e elogiou principalmente uma nova forma vocal adotada por Corey Taylor. “Em algumas músicas o Corey adotou essa outra voz que é totalmente nova e muito empolgante. Eu lembro da primeira vez que ouvi algumas coisas que ele estava adicionando nas demos e tudo o mais, e eu pensei ‘Meu Deus, isso vai ser incrível’, e tudo só melhorou desde então,” comentou.

Na mesma entrevista, Weinberg foi em direção contrária à definição de Corey Taylor e disse que o novo disco não o lembrava de materiais passados do Slipknot. Ele reforçou várias vezes que a banda fez algumas coisas “totalmente novas” e abraçou um lado “mais experimental”, como a inclusão de um coral em uma das músicas – algo que ainda não tinha sido feito.

Ele também revelou que o novo álbum contém “a música de blues mais pesada do mundo”.

Mas, afinal, o que seria ‘O Fim’?

Ainda não sabemos, mas não parecem haver indícios de que o Slipknot pensa em se separar. Com a possibilidade do disco ser um álbum conceitual, esse “fim” poderia ser uma referência a qualquer cenário apocalíptico, real ou imaginário. 

O modo como a banda usou letras maiúsculas na legenda de seus posts ao escrever “The beginning of The End” (ou “O começo d’O Fim”) também pode dar a entender que eles estão se referindo ao começo do álbum, que se chama The End, So Far, ou ao “começo do The End”.

Por outro lado, o grupo tem postado vários vídeos de momentos e videoclipes de sua trajetória, o que também vem confundindo os fãs e gerando medos de uma possível despedida. 

Enquanto não sabemos ao certo, você pode conferir as reações do fãs brasileiros do Slipknot às novidades da banda:

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