O Slipknot surpreendeu os fãs nesta quarta-feira, 09, com o lançamento surpresa da música “Arsenal”, primeira música inédita da banda em mais de três anos, desde The End So Far, de 2022. O lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por M. Shawn Crahan (Clown) e estrelado por Jackson White.

“Arsenal” marca uma nova fase para o Slipknot. A música é o primeiro lançamento após a saída de Sid Wilson e Craig Jones. A banda também demitiu o baterista Jay Weinberg e agora conta com o brasileiro Eloy Casagrande, ex-Sepultura. 

A cultura criada em torno do Slipknot chegou muito mais longe do que alguém poderia imaginar quando nove caras de Iowa vestiram máscaras e macacões e desafiaram o mundo a acompanhá-los. Hoje, a influência do grupo pode ser vista e sentida no underground, entre artistas que encabeçam grandes festivais de rock e pop ao redor do planeta e em diferentes espaços da música. Entre gêneros e subgêneros, músicos de todo o mundo seguem os passos de uma trajetória que começou no Meio-Oeste dos Estados Unidos e chegou aos palcos globais, sem que a banda abrisse mão de sua identidade.

“Arsenal” reúne alguns dos elementos mais característicos do som do Slipknot: intensidade, vocais incisivos, teclados marcantes e riffs pesados. “Eu lutei contra a p… de um deus e o deus perdeu”, disparou o vocalista Corey Taylor em um dos versos. Ao longo da música, o grupo transita por influências do metal, punk e hip-hop em uma produção densa e explosiva, que reforça a potência construída ao longo de quase três décadas de carreira.

A letra também reflete a postura do Slipknot diante das tendências e das transformações da música ao longo dos anos. “Eu sei que sou uma fraude e que meu tempo já passou, mas, filho da p…, eu sou uma .45, não uma Mach 10”, cantou Taylor, em um verso que combina provocação e ironia. Essa irreverência atravessa a faixa e aparece até na interação do vocalista com os outros integrantes, em meio à intensidade dos instrumentos. O resultado reafirma uma identidade musical desenvolvida e aprimorada ao longo dos anos.

Quase três décadas depois, o Slipknot mantém a energia, a criatividade e a conexão entre seus integrantes que marcaram sua história. A ascensão até se tornar uma das bandas de rock mais influentes do século XXI também foi atravessada por dificuldades e grandes tragédias pessoais, enfrentadas ao lado dos fãs. Ao longo desse percurso, o grupo preservou o espírito inquieto que o levou a continuar inovando e explorando os limites de seu som.

Em “Arsenal”, essa inquietação permanece evidente. Ao mesmo tempo em que recupera elementos que se tornaram marcas do Slipknot, a música mostra uma banda ainda disposta a experimentar e avançar, mantendo a intensidade e a identidade que sustentaram sua trajetória até aqui.
 

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