Com a notícia, ainda não confirmada oficialmente, de que Sid Wilson pode deixar o Slipknot, o clima em torno da banda voltou a ser de incerteza. No entanto, crises e conflitos internos fazem parte da trajetória do grupo, que há quase três décadas convive com mudanças de formação e momentos de forte tensão.

Antes de lançar Iowa, um dos discos mais influentes do metal moderno, o Slipknot esteve perto de chegar ao fim. O produtor Ross Robinson, responsável pelo álbum de 2001, contou que a banda enfrentava uma crise interna quando iniciou o processo de gravação.

Em uma entrevista inédita para a Metal Hammer, em setembro passado, Robinson disse que os integrantes já falavam abertamente sobre uma separação. Na época, alguns já dedicavam parte do tempo a projetos paralelos, como o Stone Sour, de Corey Taylor.

“Recebi uma reclamação do Paul [Gray, baixista] ou talvez do Joey [Jordison, baterista] em algum momento antes de gravarmos, dizendo algo como: ‘A gente não está se entendendo. Vamos nos separar’. Então, fui até eles. O Corey [Taylor, vocalista] me levou para conhecer algumas coisas do Stone Sour. Foi tipo: ‘Hum, isso é legal… mas não é Slipknot”, relembrou ele.

Robinson explicou que o sucesso explosivo do álbum de estreia, lançado em 1999, mudou completamente a rotina dos músicos. A fama, a pressão da indústria e as mudanças na vida pessoal criaram um ambiente de tensão entre os integrantes.

“Essa transição de ter essa visão do nada, para se tornar algo tão extremo em termos de sucesso e tudo mais… Ninguém estuda para isso, não existe um curso para lidar com todo mundo de repente te bajulando, não importa o que você faça ou diga. Garotas que nunca olhariam para você, de repente te dando toda essa atenção… é muito confuso. Foi difícil para esses inocentes” Beavises”, disse.

Apesar do cenário conturbado, a banda decidiu seguir em frente. O resultado foi Iowa, disco que se tornou um marco na história do Slipknot e é lembrado até hoje pela intensidade sonora e pelo clima sombrio de suas composições.

Possível saída de Sid Wilson

Segundo o site TMZ disse na última sexta-feira, 31, Sid Wilson, DJ do Slipknot desde 1998, não faz mais parte da banda. Segundo o site, uma fonte próxima à banda e com conhecimento direto do assunto disse “que Sid foi notificado no final da tarde de sexta-feira de que foi expulso permanentemente da banda”.

A saída de Sid Wilson amplia a lista de mudanças na formação do Slipknot ao longo dos últimos anos. A banda perdeu o baixista Paul Gray, falecido em 2010 e separou-se de Joey Jordison em 2013 – o baterista morreu em 2021, aos 46 anos, de causas não reveladas.

Em março de 2019, Chris Fehn (percussãofoi demitido após levar os integrantes do Slipknot para o Tribunal de Justiça, alegando que não havia sido devidamente remunerado ao longo dos vinte anos de parceria. Em 2023, Craig Jones (sampler) saiu sem explicações e Jay Weinberg (substituto de Joey Jordison) também fodemitido. Os postos foram assumidos por Michael “Tortilla Man” Pfaff, um músico de turnês não identificado na época, e o brasileiro Eloy Casagrande. O substituto de Craig Jones segue sem confirmação oficial.

Até o momento, nem Sid Wilson nem o Slipknot comentaram oficialmente o caso.

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Atual Editora do Wikimetal. Jornalista e Fotógrafa em cobertura de shows, resenhas, matérias, hard news e entrevistas. Experiência em shows, grandes festivais e eventos (mais de mil shows pelo mundo). Portfólio com matérias e entrevistas na Metal Hammer Portugal, Metal Hammer Espanha, Metal Injection (EUA), Wikimetal e outros sites brasileiros de cultura e entretenimento. Também conhecida como A Menina que Colecionava Discos - [email protected]