Três dias após o histórico show no Bangers Open Air 2026, o Angra retornou aos palcos na noite da última quarta-feira, 29, em um sideshow sob o mesmo conceito de Angra Reunion, no Espaço Unimed, em São Paulo, reunindo um grande público mesmo para um dia de semana à noite.
Desta vez com duração maior e sem a presença de Fabio Lione, o show teve início novamente com a formação atual composta por Rafael Bittencourt, Marcelo Barbosa, Felipe Andreoli, Bruno Valverde e o novo vocalista Alírio Netto, que tocaram grande parte do mesmo setlist do festival, mas com a inclusão de “Make Believe” no repertório, e com Alírio responsável também por performar as músicas de seu antecessor.
Alírio Netto ganhou aprovação do público como novo vocalista do Angra
Sobre Alírio, vale destacar que boa parte do público presente na apresentação ficou surpresa com seu alcance vocal, e com muitos comentários se referindo de que sua entrada na banda deveria ter acontecido logo após a saída de Edu Falaschi em 2012. Esse momento em questão veio durante “Wuthering Heights” e com fortes semelhanças de que ele canta no mesmo tom do inigualável Maestro do Rock, Andre Matos, justificando novamente sua escolha como o novo vocalista da banda.
Formação Nova Era tocou o icônico álbum na integra
Assim como no Bangers, o foco da noite estava para a formação Nova Era, que desta vez, tocaria o icônico álbum Rebirth na íntegra, em celebração aos vinte e cinco anos de seu lançamento, fazendo os fãs “voltarem no tempo” logo que a instrumental “In Excelsis” começou a ser reproduzida no sistema de som da casa de shows.
Ver Rafael, Edu, Felipe, Kiko Loureiro e Aquiles Priester sob o mesmo palco novamente emocionou todos os fãs, especialmente a grande parcela do público que não compareceu ao festival e aguardava ansiosamente pelo show, e marcada pela oportunidade de ouvir as “Nova Era”, “Rebirth”, “Heroes of Sand” e algumas mais desconhecidas também, como “Judgment Day”, “Unholy Wars” e “Visions Prelude”.
Interações de Edu Falaschi com o publico
Edu interagiu bastante com o público e novamente brincou com o fato de “Bleeding Heart” ter ficado imortalizada pela banda de forró Calcinha Preta como “Agora Estou Sofrendo” e chegou a cantar o refrão em português, deixando o público enlouquecido. Kiko também parecia estar mais confortável e se permitia errar alguns de seus solos para poder correr pelo palco e estar mais perto do público. O quinteto ainda incluiu “Ego Painted Grey” e “Spread Your Fire”, faixas de álbuns posteriores em seu repertório.
O show também teve momentos para que ambos os bateristas realizassem solos e deixassem o público boquiaberto, principalmente quando Priester fez o seu “Psychoctopus Drum Solo”, e acompanhado de uma trilha instrumental, justificou a razão de seu apelido ser “Polvo”. Já o de Bruno, contou com mais liberdade sob o instrumento e fortes elogios de Bittencourt, que o descreveu como “nosso menino de ouro”.
O ato final teve a inclusão surpresa de “Reaching Horizons”, cantada de forma acústica por Rafael e depois seguiu novamente com uma emocionante homenagem para Andre em “Silence and Distance” e contou com o revezamento vocal entre Edu e Alírio, bem como os retornos de Marcelo para ser o terceiro guitarrista e o de Bruno na bateria. A dinâmica se manteve em “Late Redemption”, só que desta vez, com Aquiles assumindo as baquetas e para o final todos se juntaram para tocar “Carry On” juntos, celebrar o legado da banda e encerrar a noite.
Integrantes do Angra estiveram mais à vontade no palco
De modo geral, os 9 integrantes pareciam estar mais leves sob o palco e sem toda a pressão de se apresentar para um público de festival, mas sim para quem é realmente fã da banda e queria estar presente ali para vê-los todos juntos.
Ressaltando o que foi dito no texto sobre o festival, é improvável dizer se este modelo de reunião se consolidará na banda daqui pra frente, dado que o grupo saiu de seu “hiato”, está com um novo frontman e já conta com novos shows em sua agenda.
E tanto Edu quanto Aquiles possuem agendas cheias, mas caso tenham sido apenas duas apresentações pontuais, o saldo final é positivo, entra para a história do metal no país e fica marcada como uma oportunidade aos fãs de terem visto Kiko, Rafael, Edu, Aquiles e Felipe juntos por uma última vez.
Confira as as fotos exclusivas da nossa fotógrafa Jéssica Marinho:
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