Na noite da última quinta-feira, 09, o Guns N’ Roses se apresentou pela primeira vez em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Contudo, o primeiro grande show internacional da cidade ficou marcado por falhas graves de infraestrutura e logística em sua organização.
Realizada no Autódromo Orlando Moura, a apresentação foi diretamente afetada por um congestionamento com mais de 13 km na BR-262. Por conta disso, muitos fãs se viram obrigados a abandonar seus carros, ônibus e vans no meio da rodovia, e caminhar cerca de 10 km a pé até o local apenas para não perder o show. A prefeitura da cidade não disponibilizou transporte coletivo acessível para chegar ao local [via g1].
Como reflexo, o show, inicialmente marcado para às 20h30, sofreu um atraso de uma hora e quarenta minutos, começando apenas às 22h10. Às 21h45, a produção subiu ao palco e informou ao público que a demora se deu por “questões logísticas”. Informações apontam que, às 21h, apenas 16 mil das 35 mil pessoas esperadas haviam entrado no Autódromo. Mesmo após o começo, ainda havia trânsito por mais de 6 km na rodovia, o que fez muitas pessoas acompanharem apenas as últimas músicas do set.
Na saída, novos problemas aconteceram, uma vez que muitos motoristas levaram mais de cinco horas apenas para conseguir tirar seus veículos do local e acessar a rodovia. O fluxo só foi totalmente liberado e normalizado pela Polícia Rodoviária Federal perto das 8h da manhã desta sexta-feira, 10, sete horas e meia após o término do show.
Show do Guns N’ Roses em Campo Grande ainda ficou marcado por morte de ambulante
Além dos problemas envolvendo trânsito e atrasos, o show do Guns N’ Roses em Campo Grande ainda contou com uma fatalidade: a morte de um vendedor ambulante.
Leandro Pereira Alfonso, de 36 anos, trabalhava como motorista de aplicativo e estava fora do Autódromo vendendo água, quando sofreu um mal súbito e veio a óbito. Segundo a viúva, o resgate do Corpo de Bombeiros demorou mais de uma hora para chegar. Leandro tinha histórico de pressão alta [via g1].
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