O apresentador e crítico musical Regis Tadeu é conhecido por não ter papas na língua quando fala sobre qualquer assunto – e não seria diferente ao analisar o cenário atual da música. 

Em entrevista ao quadro The Wikimetal Happy Hour, Tadeu observou como o sucesso comercial mudou atualmente, sendo mais baseado em streamings e número de acessos. “Porque ninguém compra mais discos, tirando eu, você [Nando Machado] e uma meia dúzia de gatos pingados, ninguém quer saber de LP, de CD”, criticou. “Você pega essa geração nova de débeis mentais e mostra um CD para eles, e eles não conseguem entender pra quê uma música precisa estar em uma mídia física, sendo que pode estar na nuvem”. 

Na visão de Regis Tadeu, o volume de likes, compartilhamentos e acessos não está necessariamente atrelado ao sucesso e uma base de fãs formada. “Um artista pode ter dois milhões de visualizações no vídeo dele, sendo que [a maioria] foi lá para dar risada”, pontuou. 

Questionado se existe alguma crise artística no Brasil, o crítico musical foi direto ao ponto, dividindo os artistas nacionais entre música popular brasileira, incluindo MPB, rock e jazz, e a “música popularesca brasileira”, que seria o mainstream, “formada por essas duplas sertanejas que nunca subiram em um cavalo na vida, a não ser na hora de andar de carrossel” e um funk voltado ao pop, longe das raízes do estilo. “Fazem um pop muito do sem vergonha”, disse ao citar nomes como Anitta, Ludmilla e Pabllo Vittar.

Assista o trecho abaixo ou veja o papo na íntegra aqui.  

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]