Regis Tadeu foi o convidado do quadro The Wikimetal Happy Hour desta semana e contou que, apesar de ser pesquisador ávido e colecionador de discos, não se considera fã de nenhuma banda.

“Fã é sempre um idiota, sem exceções. [A coleção] não significa que eu seja fã”, contou a Nando Machado. “Porque, por exemplo, fã não reconhece que o ídolo pisa na bola. Eu nunca fui fã de nada porque reconheço que muita gente que tenho os discos aqui, eu tenho quase toda a discografia do Ted Nugent, mas sei que, como ser humano, ele é execrável”.

Diante das polêmicas dos músicos, Regis prefere separar a arte do artista, um tema que dividiu opiniões de Dee Snider e Sebastian Bach após as recentes declarações negacionistas e preconceituosas de Nugent na pandemia.

“Eu separo a pessoa física da pessoa jurídica”, continuou o jornalista. “Quando você reconhece que teu ídolo cometeu erros, você já deixa de ser fã. Você é um admirador. O fã não, a própria palavra vem de ‘fanático’, é aquele débil mental que acha que seu ídolo é absolutamente perfeito”.

Na visão de Regis, a ideia de proximidade com o artista pode até desencadear atos criminosos. “Por isso tem esses malucos que vão esfaquear artistas e os stalkers da vida, porque o retardado acha que é tão próximo do ídolo dele que pode chegar (…) e entrar na casa”, argumentou. “Tem muito retardado no Brasil”.

Atualmente, Regis tem um canal no YouTube, é produtor musical no SBT, apresentador de dois programas nas rádios USP e Mais FM, além de ser baterista no grupo Muzak.

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