Rush, uma das maiores bandas de rock progressivo da história, retorna ao Brasil para 6 shows de sua turnê de reunião Fifty Something entre janeiro e fevereiro de 2027 — ingressos à venda no site da Eventim.

Acompanhados por Anika Nilles, Alex Lifeson e Geddy Lee virão ao país pela terceira vez na história do grupo para celebrar o legado do saudoso e inigualável baterista Neil Peart. 

Com shows que costumam ultrapassar a marca de 3 horas de duração, o trio consolidou um formato de setlist conhecido como An Evening With Rush, no qual dispensa atrações de abertura e passa a realizar dois sets completos na mesma noite. Além disso, o grupo não costuma repetir o mesmo repertório ao longo de uma turnê, trabalhando em um curioso esquema de rotação de músicas 

Para os fãs mais novos que assistirão à banda pela primeira vez, o formato pode surpreender. No entanto, para quem já acompanha o Rush há muito tempo, essa dinâmica é parte fundamental da experiência de uma apresentação do grupo canadense. 

Dois ou até três setlists diferentes na mesma apresentação do Rush

A partir de 1996, durante a turnê do álbum Test for Echo, a banda adotou o formato dos setlists alternados, batizados internamente de “Set A”, “Set B”, e podendo incluir às vezes, um “Set C”. Sua montagem acontece por meio de espaços pré-determinados , ou seja, clássicos como “Tom Sawyer”,”Working Man”  “Subdivisions”, “YYZ” e “The Spirit of Radio” são tocados todas as noites. 

No entanto, a banda deixa espaços no repertório para que faixas menos conhecidas sejam obrigatoriamente alternadas ao longo dos shows; Por exemplo, se na quinta música do setlist o trio toca “Entre Nous”, na apresentação seguinte, a música é substituída por “Circumstances” e assim por diante. Essa mudança exige que as faixas tenham afinações parecidas ou que o mesmo baixo de Geddy Lee seja usado, uma vez que a troca de instrumentos precisa estar sincronizada com a iluminação e os efeitos visuais no palco. 

Já para a atual turnê de reunião, o setlist é baseado em um catálogo central de mais de 40 faixas, fazendo com que o grupo chegasse a realizar cerca de 24 ensaios em apenas 27 dias.[via The Rush Forum]. Mais recentemente, em shows realizados nos Estados Unidos ao longo de outubro, o grupo reservou o segundo ato do show para tocar álbuns clássicos como Moving Pictures (1981). 

Para aguentar a longa duração dos shows, o Rush costuma realizar uma pausa de 25 minutos entre o primeiro e o segundo ato de suas performances. Enquanto a banda faz uma pausa e a equipe técnica faz ajustes no palco, os teloês costumam exibir vídeos humorísticos com os integrantes usando fantasias e fazendo piadas sobre si próprios. 

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Atual repórter do Wikimetal, estudante de Jornalismo e fã de metal, em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Sempre gostou de escrever e encontrou no jornalismo musical a sua vocação. Seus principais ídolos são Steve Harris, Adrian Smith e Ozzy Osbourne. [email protected]