Mötley Crüe venceu uma longa batalha judicial contra Mick Mars após o juiz rejeitar todas as reivindicações apresentadas pelo ex-guitarrista e co-fundador e determinar que ele deve pagar danos à banda.

O processo teve origem na saída de Mars das turnês em 2022, devido à sua luta contra a doença degenerativa Espondilite Anquilosante, quando ele alegou que ainda tinha direito a 25% da receita de shows, mesmo sem se apresentar ao vivo. Em 2023, Mars entrou com um processo contra a banda, da qual fez parte nos últimos 41 anos, sob alegação de prejuízos financeiros, e de ter sido expulso pelos integrantes em uma “decisão unilateral”.

A decisão do juiz a favor do Mötley Crüe

A decisão do juiz Patrick J. Walsh confirmou que Mars perdeu qualquer participação nas receitas de turnê ao deixar de viajar com o grupo e ordenou que ele reembolse mais de US$ 750 mil (em média R$ 4 milhões na cotação atual) em adiantamentos de turnê não recuperados, além de manter a rescisão dele como diretor e oficial da banda.

Além disso, o juiz também confirmou a decisão da banda de demitir Mick Mars de seus cargos de diretor e executivo por justa causa.

“Mars recebeu um adiantamento de US$1.500.000 em troca de seu acordo para realizar 138 shows. Ele entendeu, ao receber o adiantamento, que se tratava de um adiantamento e que teria que devolvê-lo caso parasse de fazer turnês. Mars parou de fazer turnês. Portanto, ele deve devolvê-lo. Mars está condenado a pagar à MCI o valor proporcional aos shows que perdeu entre setembro de 2021 e a data atual. Ele não é obrigado a pagar pelos shows que não aconteceram”, disse o juíz Patrick J. Walsh [via Louder].

Durante o julgamento, Mick Mars chegou a fazer acusações públicas alegando que o grupo não tocava ao vivo. Mas foi confrontado com gravações reais e testemunho técnico que o levou a admitir sob juramento que suas declarações eram falsas.

Os representantes legais do Mötley Crüe afirmaram que a vitória representa proteção ao legado e à integridade da banda, reforçando seus direitos contratuais e financeiros após décadas de história no rock.

Em um comunicado à imprensa, a advogada principal da banda, Sasha Frid disse:

“Esta disputa visava proteger a integridade e o legado de uma das bandas de maior sucesso na história do rock. Com o árbitro rejeitando todas as reivindicações e fazendo cumprir os acordos entre as partes conforme redigidos, a banda foi totalmente vindicada — legal, financeira e factualmente.”

Até o momento, Mick Mars não se manifestou publicamente sobre a decisão. 

Mick Mars e carreira solo

Mick Mars lançou seu álbum solo de estreia, The Other Side of Mars, em 2023 pela 1313 LLC – selo próprio de Mick – em parceria com a MRI. 

O guitarrista expressou seu entusiasmo em lançar seu primeiro trabalho solo após mais de 40 anos de carreira. “Levei 40 anos porque Motley era prioridade. Agora que estou aposentado, sou apenas eu”.

O guitarrista também planeja escrever uma autobiografia em algum momento. “Provavelmente irei, mas provavelmente – já venho dizendo isso há muito tempo – quando estiver morrendo, então posso escrever de trás para frente. Então, se você quiser ler para frente, comece no final. Não sei”, disse ele.

Categorias: Notícias

Repórter e Fotógrafa em cobertura de shows, resenhas, matérias, hard news e entrevistas. Experiência em shows, grandes festivais e eventos (mais de mil shows pelo mundo). Portfólio com matérias e entrevistas na Metal Hammer Portugal, Metal Hammer Espanha, The Metal Circus (Espanha) Metal Injection (EUA), Wikimetal e outros sites brasileiros de cultura e entretenimento. Também conhecida como A Menina que Colecionava Discos - [email protected]