Joan Jett defendeu a influência do artista Bad Bunny, destacando como ele aproveitou uma oportunidade gigante para abordar temas importantes.
Em entrevista ao podcast Music Makes Us, de Kathleen Hanna, da banda Bikini Kill, Jett citou a performance histórica de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, ao responder se a música ainda tem o papel de moldar a forma como as pessoas respondem ao mundo.
“Com certeza. Pergunte ao Bad Bunny. Mesmo que ele não esteja dizendo algo específico com suas letras, ele está usando essa enorme plataforma que lhe foi dada para discutir assuntos que são realmente importantes para os americanos e para um número cada vez maior de americanos à medida que eles percebem o que está acontecendo, e ao redor do mundo”, disse Joan Jett [transcrição via Farout Magazine].
Durante apresentação no Super Bowl, Bad Bunny se apresentou totalmente em espanhol, algo inédito na história do evento. Antes mesmo da performance acontecer, o governo Trump já havia feito críticas públicas. O governo ainda chegou a ameaçar reforçar a presença do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) durante a cerimônia.
Músicos devem aproveitar influência para falar do que importa
Em seguida, Jett lembrou que sua própria experiência em turnê pelo exterior mostrou que fãs frequentemente perguntam sobre acontecimentos nos Estados Unidos. Fato que reforça sua opinião de que músicos devem aproveitar momentos de grande audiência para falar do que importa.
“Você não pode usar seu tempo dessa forma. Mas acho que certamente pode ter algumas frases bem elaboradas para deixar as pessoas cientes do que está acontecendo e do que quer que você queira dizer. Mas dizer ‘cale a boca e cante’ nunca foi realmente o que músicos ou artistas fazem, desde sempre. A música realmente conecta e preenche um espaço importante, se você permitir, na capacidade das pessoas de lidar com tudo isso que estamos enfrentando”, concluiu ela.
Na época das eleições americanas, Joan classificou Donald Trump como uma ameaça à democracia do país, emitindo um comunicado: “Mais do que nunca, precisamos de políticos que possam implementar mudanças positivas significativas para nossa nação. Chegamos ao ponto em que não estamos votando apenas em nosso partido ou em um candidato, mas sim na sobrevivência de nossa democracia.”
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