Uma reportagem publicada pelo Metrópoles revelou que bandas de rock ligadas ao produtor Fabricio Ravelli receberam cachês superfaturados da Prefeitura de São Paulo. A denúncia aponta que quatro bandas de rock ligadas ao também dono do Rock FunFest foram contratadas ao menos 73 vezes pela administração municipal nos últimos 15 meses e juntos, os cachês ultrapassam a marca de R$ 2,3 milhões.

Fabiano Martins de Oliveira, guitarrista de uma delas, a Névula, trabalha como secretário-adjunto municipal da Fazenda e se apresenta sob o nome artístico de “Tenente”, uma vez que ele exerceu atividades no Exército Brasileiro entre 1996 e 2005, segundo a Secretaria da Fazenda. Fabiano atua como auditor fiscal tributário de carreira e foi nomeado na Prefeitura de São Paulo em 2012.

Procurada pela reportagem original, a Secretaria da Fazenda afirmou que Fabiano não integra a banda em questão e que a participação do servidor se deu a convite da banda, “de forma voluntária, sem remuneração e com renúncia expressa a quaisquer direitos, vantagens ou pagamentos decorrentes dessa participação.”

No entanto, o secretário aparece em uma série de publicações feitas nas redes sociais da banda ao longo de 2025, incluindo um post no qual ele é apresentado. A banda Névula conta com 10 singles e um EP de cinco músicas, lançado em 2025.

Saiba mais sobre o caso que envolve

A investigação apontou que as apresentações bancadas pela Secretaria Municipal de Cultura contavam com estrutura direta da São Paulo Turismo (SPTuris), uma vez que a gerência de eventos da empresa era comandada por Rodrigo Raveli, irmão de Fabrício e ambos sobrinhos de Élcita Raveli, principal assessora do presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Domingos Dissei.

Por conta disso, a banda RockFun Legends chegou a receber R$ 45 mil para um show que não teve divulgação prévia, realizado às 17h de uma terça-feira, em um centro cultural da Prefeitura. Já a MotorRockBr faturou R$ 30 mil para se apresentar na estação da Sé durante o horário de pico.

Fabrício Raveli também criou a ONG “Associação Consciência Cultural”, apresentada por ele como a “solução” para o problema da cena rock em São Paulo: existem mais bandas do que público e dinheiro para bancar as apresentações. Com isso, bandas eram convidadas para tocar nos festivais do produtor por cachês menores (R$ 6,5 mil) e precisavam comparecer em eventos organizados por ele, enquanto suas bandas embolsavam o cachê de atração principal (R$ 30 mil) tocando apenas covers.

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.