Texto por Luis Fernando Ribeiro e Leandro Abrantes

A Fenrir’s Scar é um duo de alternative gothic metal que vem se destacando por suas composições absolutamente profundas e reflexivas revestidas pela roupagem soturna mas sensível da vertente mais sombria do heavy metal. Em seu lançamento mais recente, o single “Blinded”, realizado no último dia 19 de novembro, a banda levanta um debate importantíssimo e muitas vezes negligenciado sobre relacionamentos tóxicos, não necessariamente relacionamentos românticos, mas qualquer tipo de relacionamento que seja tóxico ou prejudicial, que cega uma pessoa a ponto dela mentir para si mesma e insistir em uma relação que não é saudável.

O single é mais uma das faixas que estará presente no segundo álbum de estúdio da banda, Love|Hate|Hope|Despair, que está sendo produzido por Fabiano Negri, no estúdio Cultura Pop, em Campinas-SP, e as baterias gravadas por Icaro Ravelo (Arkana Fen, Ruins of Elysium). Negri também é responsável pelos synths, piano e solos de guitarra do álbum.

O disco conta com cinco singles já lançados: “Heal You”, uma balada bilíngue, lançada em novembro de 2019, “Curse of Mankind”, “The Enemy Inside”, “Break the Wheel” e agora “Blinded”. Love|Hate|Hope|Despair teve seu lançamento adiado devido a pandemia e tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2022.

A Fenrir’s Scar foi formada em meados de 2015 pelo músico André Baida e pela vocalista e letrista Desireé Rezende a partir de algumas composições que André e Desireé criaram juntos e apresentaram ao produtor Fabiano Negri (ex-Rei Lagarto, Unsuspected Soul Band, Dusty Old Fingers), vindo a se tornar o autointitulado álbum de estreia da banda, lançado em outubro de 2017, produzido por Fabiano e co-produzido por Ric Palma no Estúdio Minster, em Campinas-SP. O álbum figurou em inúmeras listas de melhores do ano em 2017, com destaque para a revista Roadie Crew e para o site Roadie Metal, onde foi selecionado entre os 20 melhores discos do ano.

O nome Fenrir é inspirado no lobo nórdico, que, de acordo com a mitologia, foi acorrentado pelos deuses, mas conseguiu se livrar e devorou Odin. A combinação com a palavra da língua inglesa “scar” (cicatriz), faz referência a um som agressivo e carregado de emoções. O nome foi inspirado na música “Fenrir’s Last Howl”, da antiga banda de André Baida, Counterparts, lançada em seu full-length A Dreamer Betrayed de 2007. A canção foi regravada pelo Fenrir’s Scar no seu álbum de estreia, com um novo arranjo e interpretada na íntegra por André. 

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