O Heavy Metal é feito pelos fãs e por isso é imortal.”

Por Eduardo Bonadia (*)

Tudo começou em 1973 aos onze anos de idade, sem irmão, sem tio ou primo que me influenciasse. Foi amor à primeira ouvida.

A batida da bateria, o riff cortante de guitarra e o vocal da Suzi Quatro foi o que me transportaram ao mundo maravilhoso do rock; não havia Internet, fax, iPod, iPad, MP3 e todas estas geringonças do mundo moderno. Era tudo na raça; ir às lojas de disco e descobrir por conta própria as novidades.

Revistas ??? Som Pop era que mostrava o que acontecia…

E o tempo passou e no final dos anos 70, início dos anos 80, tornei-me parte da história do rock, do Heavy Metal nacional e também mundial: Fundamos a Rock Brigade como um fanzine datilografado e xerocado, bem amador mesmo. Mas o amor pela música era sincero e verdadeiro e ainda é até os dias de hoje quando falta pouco para eu completar meio século de idade. E posso garantir a vocês meus caros amigos e leitores deste grande site:

O amor pela música continua mais inflamado e fervoroso do que antes e sempre será assim até quando eu for chamado para a eternidade.

Com a Stryke, que foi revista impressa de 1995 até meados de 1999 e desde então transformou-se em Webzine, procuro (aliás, procuramos, pois felizmente nunca estive sozinho) ser honesto e sincero e continuar divulgando a verdadeira e honesta música pesada, independente de barreiras de linguagem e cultivando tantas amizades, o que é muito importante, durante todos estes anos.

É gratificante fazer parte deste mundo, me faz sentir eternamente jovem e forte como nos dias de outrora.

O Heavy Metal passa por ciclos e tempestades. Modismos vêm e vão. Mas o Metal está aí firme e forte, ultrapassando barreiras e faixas etárias.

Como diziamos no início dos anos 80, “O Heavy Metal é feito pelos fãs e por isso é imortal”.

Mantenha a fé e cuidado com os modismos.

(*) Eduardo de Souza Bonadia foi co-fundador da Rock Brigade e Editor da Stryke Virtual Metal Magazine & Promotion.

Categorias: Opinião

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