Quase 20 anos depois da obra de sucesso original, O Diabo Veste Prada 2 estreou nos cinemas em 30 de abril e a aguardada sequência do filme recolocou o nome da obra entre os assuntos mais comentados da internet. Muita gente voltou a pesquisar sobre o universo fashion comandado por Miranda Priestly e relatado pela jornalista Andy.
Mas existe outro fenômeno ligado ao título que atravessa gerações e faz muito barulho: a banda The Devil Wears Prada, uma das mais interessantes do metalcore moderno.
O grupo surgiu em 2005, um ano antes da estreia do filme estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway. O nome foi inspirado no livro escrito por Lauren Weisberger, lançado em 2003. Apesar da referência à cultura fashion, a intenção da banda nunca foi glamourizar marcas ou luxo.
Em entrevistas, o vocalista Mike Hranica explicou que o nome carrega uma mensagem anti-materialista. A ideia central era mostrar que, no fim da vida, dinheiro, roupas caras e status não terão importância.
“É essa ideia de não sermos muito materialistas e simplesmente abraçarmos isso. Não queríamos nada muito sério, apenas algo divertido e inteligente, e foi assim que surgiu. E, quando escolhemos o nome, não estávamos planejando assinar com uma gravadora nem nada do tipo. Nunca pensamos nisso. Se soubéssemos que iríamos lançar discos e fazer turnês pelo mundo, teríamos provavelmente pensado mais a respeito… então acabamos ficando com um nome bobo de filme romântico, mas agora é tarde demais para mudar”, disse Hranica em entrevista ao site Marquee Magazine.
Outro fato que pode impressionar quem ouve pela primeira vez o som pesado do The Devil Wears Prada, e que faz sentido com o conceito do nome, é que todos os membros são cristãos devotos. “Sabe, é importante e é a base da banda. Não temos vergonha de nos chamarmos de banda cristã. Sentimos que Deus nos colocou nessas circunstâncias por um motivo, e achamos que esse motivo é falar sobre isso e mencionar isso nas letras e nos shows. Então, definitivamente, é uma parte muito importante, mas não é como se não pudéssemos estar perto de outras pessoas ou fôssemos fundamentalistas extremistas ou algo assim. Não somos a primeira banda a falar sobre Deus nos nossos shows […] Acho que muita gente de fora imagina que seja uma loucura, mas não é”, disse Hranica.
Duas décadas depois, o The Devil Wears Prada sobreviveu às mudanças do metalcore e segue relevante dentro da cena pesada. A banda passou pelas fases do emo, do deathcore melódico e da modernização do gênero sem desaparecer. Nos últimos anos, ganhou elogios pelo álbum Color Decay (2022), considerado um dos trabalhos mais maduros da carreira.
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