Dee Snider sempre tem histórias interessantes sobre os bastidores do mundo do rock e metal. O vocalista lançou recentemente Leave a Scar, quinto álbum solo, com a participação de George Corpsegrinder Fisher, do Cannibal Corpse – uma banda que o deixou assustado quando escutou pela primeira vez. 

Em entrevista ao Brave Words, o cantor relembrou a primeira experiência com um álbum da banda de death metal em 1993, quando a banda ainda era liderada por Chris Barnes. Snider recebeu o disco para o programa de rádio que apresentava na época. 

“Eu fazia tudo no programa: era engenheiro, apresentador, fazia os comerciais, recebia os CDs, fazia de tudo. E recebo esse álbum [do] Cannibal Corpse”, narrou. “E eu coloquei para tocar. E começo a letra. Fiquei tão mortificado que joguei aquela coisa no lixo. Eu digo, ‘Que p**ra é essa merda de cachorro?’ Isso foi um choque para o sistema”. 

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Apesar da reação inicial com essa e outras “bandas muito criativas, inventivas e boas”, Snider não desistiu de conhecer novos grupos. “Demorei um pouco para me ajustar e me adaptar porque era tão novo, era inovador na época. Alguns dos mais velhos realmente passaram a entender”, continuou. “Meus filhos são todos metalheads e me mantiveram conectado, ouvindo [novidades], me levam aos shows e agora eu entendo”. 

Com o passar do tempo, Dee Snider abandonou a postura de crítica e começou a apreciar a sonoridade mais extrema, por isso decidiu convidar George Fisher para cantar em “Time To Choose”. “Eu não chamo mais de vocais de Cookie Monster [personagem de Vila Sésamo]. Eu entendo. Eu ouço palavras. E você não podia ouvir nada naquela época, mas agora eu entendo, respeito e aprecio”, disse. “Então, por favor, entendam que, embora eu tenha tido aquela reação inicial, obviamente passei a respeitar (..) e pedi a Corpsegrinder para se juntar a mim. Eu não percebi que era um gesto tão significativo porque ninguém da minha geração sequer manifestam reconhecimento, apenas olham para baixo e tiram sarro. Eles nem mesmo acham que tem um lugar [para essas bandas], mas eu acho”. 

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]