Dave Mustaine, guitarrista e fundador do Megadeth, lançará em 08 de setembro, In My Darkest Hour, seu mais novo livro de memórias. A obra trará um relato profundo do músico sobre um dos momentos mais difíceis de sua vida: o diagnóstico de câncer na garganta em 2019 e as sequelas obtidas durante o tratamento.

Em entrevista ao portal finlandês Chaoszine, Dave explicou como o livro abordará este período, que coincidiu durante o processo de produção e composição do álbum The Sick, The Dying… And The Dead!, lançado três anos depois, em 2022.

“O livro é sobre a minha jornada contra o câncer, tendo que fazer o disco The Sick, The Dying… And The Dead! ao mesmo tempo. Porque eu fui diagnosticado bem quando estávamos começando o álbum, e você se depara com uma batalha de vida ou morte, e eu não sabia como iria sair dessa. Eu não quis parar de gravar caso fosse meu último disco, ou eu morresse. Então, sim, foi um período muito intenso”, comentou [transcrição via Blabbermouth].

Dave Mustaine teve sequelas mentais durante tratamento oncológico

Questionado como foi revisitar essa fase para escrever a obra, o músico revelou que o maior desafio não foi o peso emocional, mas sim as sequelas do tratamento oncológico, causando a chamada nevoa cerebral (chemobrain), condição que causa lapsos de memória, dificuldade de concentração, desorientação e fadiga mental.

“Tive muita dificuldade em lembrar de muitos detalhes. A quimioterapia tem um efeito terrível na sua memória. Tem até um nome, a síndrome é chamada de chemobrain. Quando passei pelo tratamento pela primeira vez, tive muita dificuldade em lembrar das coisas, e isso me afetou muito, porque minha sogra tinha acabado de falecer de Alzheimer. Eu sei que o Alzheimer e a demência estão desenfreados no mundo agora, e eu não queria acabar desse jeito. Ter problemas com a sua memória é algo assustador, cara. Seus músculos voluntários são uma coisa, mas os involuntários, como a respiração — quando você esquece de respirar, você morre”, detalhou.

Dave Mustaine concluiu seu pensamento dizendo que livro foi escrito sob a perspectiva de sua “pessoa Dave” e de seu ponto de vista como músico, com o intuito de inspirar outras pessoas que estão enfrentando a doença. “Foi muito duro. Não sei se as pessoas vão ficar emocionadas com isso, mas espero que dê esperança para algumas pessoas que possam ser diagnosticadas com esse tipo de doença. É sempre bom saber que alguém passou pelo que você está passando e saiu vitoriosa”, concluiu.

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.