A morte de Freddie Mercury em 1991 devido a complicações decorrentes da AIDS abalou o mundo da música para sempre. A doença, que começou a ter notoriedade apenas nos anos 80, ainda era muito recente quando o cantor a contraiu, e os tratamentos que hoje permitem uma vida normal aos portadores do vírus HIV não existiam na época.

Em entrevista recente, Brian May relembrou o momento em que a população geral tomou conhecimento da AIDS e lamentou o fato de Freddie Mercury ter contraído a doença “cedo demais”. 

“Se ele tivesse contraído [AIDS] alguns meses mais tarde ele teria sobrevivido porque aquele coquetel maravilhoso de remédios tinha evoluído e ele basicamente lidava com os sintomas e permitia que pessoas com AIDS vivessem uma vida normal,” disse o co-fundador do Queen

“O Freddie não teve esse privilégio. Ele teve o privilégio dos maiores especialistas do Reino Unido e do mundo, mas eles não tinham o conhecimento necessário na época para salvá-lo. Seremos eternamente tristes pelo modo como as coisas aconteceram,” concluiu.

Brian May também disse lembrar do Queen lendo artigos de jornais sobre os primeiros casos de AIDS na cidade de São Francisco, mas, segundo ele, tudo parecia “muito distante” da realidade da banda. “Lembro que falamos sobre isso brevemente e pensamos que deveríamos ter cuidado, mas não conversamos muito sobre o assunto. O Freddie com certeza não falou muito sobre isso, mas definitivamente foi algo que ficou na minha cabeça, e provavelmente na de todos nós, por muito tempo”, conta. “Dois anos e meio depois começamos a ver o Freddie sofrendo com algo que não sabíamos o que era.”

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