Angra lançou nesta sexta-feira, 03, o aguardado décimo álbum de estúdio. Chamado Cycles of Pain, o disco explora o conceito das várias facetas da dor humana em uma viagem épica e cinematográfica que encanta para além da técnica ou arranjos grandiosos, mas pela nota tão humana de emoção costurada nas músicas.

Ao longo das 11 músicas do álbum, o Angra mostra o motivo pelo qual o empresário Paulo Baron acredita que esse é um dos melhores (se não o melhor) momento da banda brasileira, especialmente se pensarmos na fase com o vocalista Fabio Lione, que chega agora ao terceiro disco, sucessor de Secret Garden (2014) e Ømni (2018).

Em Cycles of Pain, a formação presente do Angra entrega um trabalho robusto e tocante dentro do fio condutor lírico e sonoro, com equilíbrio entre o DNA já conhecido da banda e novas possibilidades. Do começo acelerado com a sequência de “Ride Inyo The Storm”, “Dead Man on Display” e as ótimas partes 1 e 2 de “Tide of Changes”, o disco traz a brasilidade e ousadia características do Angra na incrível “Vida Seca”, parceria com Lenine, cuja transição orgânica entre estilos foi talhada à perfeição.

Depois da questionadora “Gods of The World”, o álbum desacelera com beleza e encanto na belíssima “Cycles of Pain”, um dos pontos altos do novo disco do Angra. A nova face da atmosfera intensa e nublada do álbum tem ainda “Faithless Sanctuary” e “Here In The Now”, outro destaque desde a primeira audição, antes de acelerar freneticamente “Generation Warriors”. 

Para o fechamento da jornada, a banda optou por um caminho mais teatral ao se inspirar em O Fantasma da Ópera para a dramática “Tears of Blood”, uma narrativa de culpa e dor por parte de um feminicida atormentado pelo fantasma da vítima. 

Ouça Cycles of Pain abaixo.

LEIA TAMBÉM:Produtor do Angra se irritou com música “cafona” em novo álbum: “Vontade de vomitar”

Tags:
Categorias: Notícias

Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]