Nicko McBrain abriu o jogo sobre a fase onde o Iron Maiden esteve com Blaze Bayley nos vocais e o retorno de Bruce Dickinson ao grupo em 1999. Para o baterista, a volta de Bruce foi um “plano de Deus”.
Em entrevista à Kerrang!, Nicko comentou: “Isso me mostra a sinceridade e a verdade dentro do coração dele [Bruce]. Acho que tudo isso foi plano de Deus. Quem mais poderia ter planejado algo como: ‘Certo, vocês vão ter um novo vocalista, depois vão trazer o antigo de volta e ele trará o [guitarrista] Adrian Smith junto’?”, revelou [transcrição via Blabbermouth].
Na conversa, o baterista ainda revelou ter se sentido traído quando Dickinson deixou a Donzela de Ferro em 1993. Antes de voltarem aos palcos, Nicko fez questão de conversar com o vocalista em um pub na cidade britânica de Brighton para se acertarem.
“Coloquei o braço em volta dele e disse: ‘Olha, cara, que ótimo que você voltou, mas não posso mudar o que senti. Eu te amo, mas me senti traído’. O Bruce apenas virou para mim e disse: ‘Eu não faria de outro jeito, Nicko, também te amo'”, concluiu.
Iron Maiden chegaria ao fim se continuasse com Blaze Bayley, afirmou o baterista
“Eu amava o Blaze. Fui uma figura paterna para ele, eu disse: ‘Vou te colocar sob as minhas asas’. O Steve [Harris, baixista] nunca vacilou e o apoiou 125 milhões por cento, assim como todos nós”, continuou. “No final, comecei a ter receios sobre as performances na turnê do Virtual XI. Rachaduras começaram a aparecer. Parecia que: ‘Ou mudamos isso, ou não vamos sobreviver'”, explicou.
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