O Spiritbox consolidou sua posição como um dos nomes mais relevantes do metal moderno nos últimos anos. Com uma trajetória iniciada no Canadá e marcada pela fusão de metalcore, djent e elementos atmosféricos, a banda retornou ao Brasil neste sábado, 16, após a estreia em 2024, também no Allianz Parque, em São Paulo.
Se em 2024 o Spiritbox chegou tímido e fez de tudo para conquistar o público, nesta noite, Courtney La Plant chegou confiante e segura de que já tinha uma boa base de fãs dedicados. Ao lado do esposo, guitarrista e cofundador Mike Stringer, La Plant retorna após sua ascensão com o disco Tsunami Sea (2025), incluindo indicação ao Grammy Awards 2026 na categoria de Melhor Performance de Metal.
O repertório seguiu a ordem exata que a banda vem executando durante a turnê na América Latina, com 12 músicas centradas no novo disco, mas sem deixar de lado os clássicos potentes que fizeram de Courtney La Plant uma das maiores cantoras da atualidade. Com o setlist bem diversificado, o público já tomou uma porrada com a primeira faixa, “Cellar Door”,seguindo de “Black Rainbow” – faixa do novo álbum, mostrando de cara a evolução técnica no som e no domínio de palco.
Quem já acompanha a banda notou que o show manteve a estrutura semelhante às turnês norte-americana e europeia de 2025, com apresentações diretas, pouco espaço para pausas longas e foco na execução técnica. Mas isso não impediu o carisma de La Plant, que agradeceu ao público morno que nitidamente não os conhecia, e entregou um dos melhores shows do estilo que já presenciamos.
Por sua vez, os fãs de longa data responderam de forma intensa – até que estava lá para ver o Korn, abraçou com carinho o Spiritbox e saiu do estádio com uma nova banda preferida. O destaque foi para a recepção de músicas mais recentes, que já vinham ganhando repercussão nas plataformas de streaming como “Perfect Soul”, “Keep Sweet” e o hino “Soft Spine”, que já tinha força quando a banda apresentou como primeiro single durante apresentação de 2024.
Encerrando a performance quente, Spiritbox presenteou o Brasil com uma feat que mais aprecia uma batalha de gutural, ao convidar Taylor Barber, vocalista do Seven Hours After Violet, para cantar “Holy Roller”, dedicada à banda de e ao público presente.
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