Será que o Slayer conseguiria nascer no cenário atual? Hoje símbolo do thrash metal, a banda foi fundada pelos guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman em 1981. Dois anos depois, lançou o primeiro álbum de estúdio, Show no Mercy. Se fosse hoje, Dave Lombardo acredita que o cancelamento não tardaria a chegar.

“Se a internet existisse quando o Slayer lançou o primeiro álbum, teríamos sido destruídos”, analisou o baterista ao Pit’s MoshTalks Cover Stories (via Loudwire). “Então hoje, nesses dias, você precisa ter a mesma abordagem que usamos na época – a gente não se importava”.

Para Lombardo, novas bandas e artistas precisam se guiar pelos próprios instintos, sem tentar agradar a opinião pública. “Nós achávamos [nossa música] pesada, brutal e maligna. Era sombria. Tinha um sentimento específico”, continuou. “E isso nos fez felizes. Tinha nosso carimbo de aprovação”.

O conselho final do ex-baterista do Slayer para artistas é não deixar de experimentar novos elementos por receio da reação dos fãs. “Assim não existe crescimento. Você vai ficar estagnado”, observou. “Não vai evoluir se você não se aventurar e tentar novas coisas”.

Recentemente, artistas como Dee Snider, do Twisted Sister, e Alice Cooper também refletiram sobre a cultura do cancelamento e politicamente correto.

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]