A notícia do retorno de Geddy Lee e Alex Lifeson aos palcos sob o nome do Rush estremeceu o mundo do rock no final de 2025. Atualmente, a dupla canadense encara uma preparação rigorosa para entregar um espetáculo perfeito durante a turnê Fifty Something, a primeira em 11 anos.
Em entrevista recente ao Planet Rock, o guitarrista Alex Lifeson revelou detalhes dessa rotina exaustiva. Segundo o músico, a banda mudou drasticamente a forma de ensaiar para honrar o próprio legado.
“A diferença desta vez é que estamos ensaiando por cerca de um ano, antes do primeiro show. Nós realmente queremos estar no nosso pico absoluto quando começarmos a turnê pra valer”, explicou o guitarrista.
Como Anika Nilles entrou para o Rush
A maior dúvida dos fãs sempre envolveu o posto do saudoso Neil Peart. A escolhida para esse desafio colossal foi a baterista alemã Anika Nilles, reconhecida por seu trabalho recente com a lenda da guitarra Jeff Beck.
Geddy Lee contou que a conexão aconteceu através de seu técnico de baixo, Skully, companheiro de estrada de Jeff Beck nas últimas turnês. “Ele voltou daquela turnê elogiando muito como ela era ótima e simpática… Eu fiz algumas investigações, assisti aos vídeos dela e ela é profundamente talentosa”, lembrou Lee.
Após uma chamada de vídeo e cinco dias de testes práticos no Canadá, a química fluiu naturalmente. Apesar de começar do zero, a musicista demonstrou uma ética de trabalho admirável. “Ela está pronta para encarar o inevitável escrutínio dos fãs do Rush”, elogiou o baixista. Além dela, o tecladista Loren Gold fará parte da nova formação ao vivo.
O que esperar do show do Rush
Os fãs podem esperar noites épicas, já que a turnê adotará o formato “Uma Noite Com”, sem banda de abertura. “Faremos dois sets. Cada um terá cerca de uma hora ou um pouco mais. Então, acabaremos tocando por cerca de duas horas e quinze ou vinte minutos, com um intervalo, claro”, detalhou Geddy Lee.
Além disso, a presença do saudoso Neil Peart será sentida durante toda a noite. “Em cada um desses sets, pegaremos uma música e faremos nossa própria forma de homenageá-lo”, revelou o baixista.
Atualmente, a concepção visual do espetáculo tornou-se um trabalho em tempo integral. Para isso, a banda recrutou seus antigos e geniais membros da equipe técnica. “Será um show na mesma linha do que fizemos no passado. Entretanto, estou muito animado com algumas novas tecnologias que estamos usando”, confessou Lee.
Para manter a energia em alta, o grupo está aprendendo um repertório de 40 músicas. Dessa quantidade, cerca de 40% do setlist sofrerá alterações de uma noite para a outra. Consequentemente, isso beneficiará os fãs que costumam acompanhar várias datas seguidas.
O que começou como uma ideia tímida de seis ou sete cidades rapidamente se transformou em um evento global. A etapa de 2026 na América do Norte já vendeu mais de meio milhão de ingressos. Por causa dessa alta demanda, a agenda inicial precisou saltar de 22 para 58 shows.
A grande recompensa para os brasileiros chegou com a confirmação de que a Fifty Something passará pela Europa e pela América do Sul no início de 2027. Essa será a primeira visita da banda ao nosso continente após um longo hiato de 17 anos.
“Não fazíamos uma turnê tão grande há muitos anos, então vamos nos certificar de que seja totalmente perfeita nota por nota”, prometeu Geddy Lee. O pontapé inicial ocorrerá no Kia Forum, em Los Angeles, curiosamente, o mesmo local onde a banda encerrou a turnê R40 há mais de uma década.
LEIA TAMBÉM: Rush anuncia 5 shows no Brasil para janeiro e fevereiro de 2027
