Sexo, drogas e rock n’ roll? Para Ronnie James Dio, a indústria musical passava por um momento decadente com relação aos anos 1980, com o sucesso definido por tendências midiáticas e temas fúteis, inclusive no rock.

Dio foi entrevistado nos bastidores do festival Arrow Rock, em 2006, pelo canal Toazted, e comentou que tinha um público maior na Europa, onde as pessoas “apoiam a música” e mantiveram o gosto pelo metal, do que nos Estados Unidos, onde as tendências eram puramente comerciais.

“América se tornou um lugar de tendências, se você ganhar o programa American Idol, ou American Karaokê, como chamo, você pode ser uma grande estrela, mas sem aprender sua marca, sem vir de baixo… Mas é isso que a América se tornou”, criticou. “Agora existem participações especiais, então Rod Stewart aparece [no programa] e, do nada, o álbum dele volta para o primeiro lugar (…) Isso mostra a mentalidade de quem assiste”.

Infelizmente, o vocalista acreditava que a música pesada também tinha se perdido no verdadeiro significado. “Rock and roll era sobre sexo, drogas e rock n’ roll, mas [agora] é apenas sobre a parte do sexo. Se você assistir aos clipes, tudo que você vê são pessoas [simulando sexo], é um enorme aborrecimento”, criticou. “Para mim, isso não tem nada a ver com a música”.

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]