Rafael Bittencourt, guitarrista e membro fundador do Angra, manifestou-se pela primeira vez acerca da polêmica recente envolvendo o nome da banda e as falas de ex-integrantes, após ter viralizado uma imagem na qual a deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), aparece usando uma camiseta do grupo.

O episódio começou quando o ex-baterista Marco Antunes afirmou que Campopiano, conhecida por seus polêmicos posicionamentos antifeministas, era uma “fascistinha de merda e demônio precoce”, e também chegou a dizer que a parlamentar estava “excomungada” da comunidade de fãs da banda.

Paralelamente, viralizou um suposto print atribuído ao ex-guitarrista Kiko Loureiro comentando a palavra “credo” na postagem, interação que o próprio músico desmentiu publicamente em seguida.

Devido à grande repercussão, a atual formação da banda emitiu uma nota oficial na qual se desvincula das falas de seus ex-membros e critica a forma como as manifestações passaram a ser ligadas diretamente ao nome do grupo.

Rafael Bittencourt se manifesta nas redes sociais

Agora, em comunicado publicado nas redes sociais na noite da última quinta-feira, 08, Rafael afirmou ser “democrata, progressista e humanista” e que suas convicções pessoais “estão presentes na minha vida, nas minhas relações, nas pessoas que amo e na maneira como enxergo o mundo”.

Na nota, o guitarrista do Angra também reforça que, ao longo de 35 anos de carreira, sempre procurou expressar seus valores por meio de suas “músicas, atitudes e através de suas relações pessoais e profissionais”. Rafael também declarou que não apoia “ideias ou manifestações que atentem contra a dignidade humana, a igualdade de direitos e o respeito às diferenças”, assim como enfatizou que não pretende se manifestar novamente acerca do assunto.

Leia o comunicado na íntegra abaixo:

“Tenho acompanhado os acontecimentos dos últimos dias e quero esclarecer minha posição de maneira breve. Sou democrata, progressista e humanista. Essas convicções não são abstratas. Estão presentes na minha vida, nas minhas relações, nas pessoas que amo e na maneira como enxergo o mundo.”

“Ao longo de 35 anos de carreira, procurei expressar esses valores por meio da minha música, das minhas atitudes e das minhas relações pessoais e profissionais.Não apoio ideias ou manifestações que atentem contra a dignidade humana, a igualdade de direitos e o respeito às diferenças. Podemos pensar diferente, discordar profundamente e conviver com essa diversidade. Mas democracia, direitos humanos e dignidade são princípios que considero inegociáveis.”

“Não pertencem à direita ou à esquerda, nem deveriam depender de qualquer partido ou ideologia. Defender a liberdade de expressão também significa reconhecer a responsabilidade pelo que se diz. Esse direito não deve ser confundido com uma autorização irrestrita para ameaças, discriminação ou violência. É desanimador perceber que ainda precisamos reafirmar conquistas humanitárias que já deveriam estar consolidadas. Quanto ao episódio recente, considero minha posição esclarecida e não pretendo prolongar essa discussão.”

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Atual repórter do Wikimetal, estudante de Jornalismo e fã de metal, em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Sempre gostou de escrever e encontrou no jornalismo musical a sua vocação. Seus principais ídolos são Steve Harris, Adrian Smith e Ozzy Osbourne. [email protected]