Pearl Jam se tornou uma banda de sucesso astronômico logo no início da carreira. Se a fama tinha lados negativos e gerou conflitos internos, também permitiu ao grupo arcar com os custos – literalmente – decisões arriscadas em No Code (1996), quinto álbum da carreira, sonoramente e também na prensagem. 

Desde Vs. (1993), o grupo se recusava a usar embalagens plásticas comuns, dando preferência a alternativas mais ecológicas, porém menos viáveis financeiramente. “Começando pelo nosso segundo álbum, estávamos meio que desafiando limites. Falamos, ‘Nós não queremos capas de acrílico, não queremos plástico’”, relembrou o baixista Jeff Ament em entrevista à Kyle Meredith (via Ultimate Guitar). “[A gravadora] estava tipo, ‘Bom, nós não fazemos isso’”. 

Como alternativa, a banda resolveu dividir os custos extras em cada unidade vendida dos álbuns com a gravadora para não repassar o aumento ao consumidor final. De acordo com matéria do Los Angeles Times sobre Vitalogy (1994), cada unidade daquele álbum tinha 0,52 dólares extras para produção, um valor que chegou a casa dos milhões na prensagem final. 

“Essas embalagens consumiram boa parte dos nossos lucros. Em No Code, eu não sei se ganhamos qualquer dinheiro com aquele disco”, continuou Ament. A embalagem do quinto álbum de estúdio da banda contém 156 fotos polaroid que formam o símbolo do projeto e quando as quatro partes são abertas. 

Pearl Jam - Capa completa de 'No Code'
Pearl Jam – Capa completa de ‘No Code’. Crédito: Divulgação

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