Max Cavalera tem influências que correm fundo em seu DNA. Das lendas brasileiras do Sepultura ao Soulfly, as bandas que o inspiraram podem ser ouvidas em cada projeto.
Em conversa com a Metal Hammer, publicada originalmente na edição 250 (maio de 2013), Max mergulhou nos discos que definiram sua trajetória. Confira abaixo:
O primeiro álbum comprado
Queen – Live Killers (1979)
“Meu primeiro álbum foi o Live Killers. Eu e o Iggor [Cavalera] fomos ao show em São Paulo e, no dia seguinte, fui à loja buscar qualquer coisa do Queen. O vendedor me recomendou esse. Eu amava, ouvia todo dia. Acho que foi minha introdução ao Heavy Metal.”
A melhor arte de capa
Scorpions – Blackout (1982)
“Sempre gostei de Blackout. É uma imagem impactante, um rosto quebrando o vidro com garfos nos olhos. É uma pintura e, na verdade, uma composição muito bonita.”
O álbum que eu gostaria de ter feito
Black Sabbath – Sabotage (1975)
“Eu queria ter feito o Sabotage. Só pelo riff de “Symptom Of The Universe”, que eu acho o melhor riff da história do Heavy Metal. Ele e “Hole In The Sky” abrindo o disco é algo brutal. Não existe nada melhor que isso”.
O álbum para quebrar o limite de velocidade
Nails – Abandon All Life (2013)
“Vou de Nails. É um álbum fantástico, mas a menos que fosse uma viagem muito curta, você teria que ouvi-lo umas 10 vezes seguidas.”
O álbum que ninguém vai acreditar que eu tenho
Sigue Sigue Sputnik – Flaunt It (1986)
“Sigue Sigue Sputnik não é o tipo de coisa que as pessoas esperariam que eu gostasse, mas eu me interessei por muitas coisas de New Wave, como The B-52s e The Cure, e eles eram, de longe, a mais louca de todas essas bandas.”
O álbum que define o Metal
Motörhead – No Sleep ’Til Hammersmith (1981)
“Esse disco apresentaria o Metal para qualquer pessoa perfeitamente. É brutal. Energia, poder e velocidade… é a origem do Thrash. Sem o Motörhead ou esse álbum, provavelmente não existiria Metallica, Slayer ou Sepultura.”
O álbum que não deveria existir
Celtic Frost – Cold Lake (1988)
“Eu era um fã tão grande e, quando o Cold Lake saiu, eu só conseguia pensar: ‘que lixo é esse?!’. Tentando ser glam? Achei que o Tom Warrior estava pregando uma peça na gente. Foi uma grande decepção.”
O álbum que me lembra o Brasil
Chico Science – Afrociberdelia (1995)
“Qualquer coisa do Chico Science. Ele é meu artista brasileiro favorito e fala muito sobre as tardes de domingo no Brasil, a comida e coisas que me conectam com a nossa cultura. Quando eu o ouço, sou transportado de volta para casa.”
O álbum que quero que toque no meu funeral
Nailbomb – Point Blank (1994)
“Acho que o Point Blank estaria de bom tamanho. Muito p*** da vida, raivoso, odioso… o Nailbomb era tudo isso. Seria a forma perfeita de partir.”
O álbum pelo qual quero ser lembrado
Soulfly – Soulfly (1998)
“Meu maior orgulho. De todos os meus discos, foi o mais difícil de fazer pelas circunstâncias da época. Eu tinha acabado de sair do Sepultura, havia a morte do Dana Wells… foi um momento muito sombrio, mas o álbum tem uma vibe incrível. Tenho muito orgulho dele.”
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