Max Cavalera é um ícone do heavy metal mundial, mas as referências que busca também existem fora desse estilo musical. Apesar de uma carreira de décadas de dedicação à música pesada, o artista também se inspira com obras de artistas de outros nichos, especialmente com dois álbuns peculiares da década de 1980.

Conhecido por ser co-fundador do Sepultura, o guitarrista e vocalista é atualmente líder dos projetos Soulfly, Go Ahead and Die e Cavalera Conspiracy. Pode ficar até difícil imaginar discos de outros gêneros na prateleira de Max, porém eles existem – e também a vontade de fazer algo parecido na carreira, um dia. 

Os dois álbuns (fora do metal) que inspiram Max Cavalera 

Em entrevista à Revolver, no começo de 2023, Max Cavalera revelou os dois álbuns que mais gosta de escutar “quando as orelhas e pescoço precisam de descanso” das músicas pesadas, como descreveu a revista. 

Curiosamente, ambas as escolhas dividem um pano de fundo semelhante sobre a maneira de criação dos álbuns, gravados de forma mais livre, em estúdios diversos durante algumas viagens dos artistas em questão. Conforme revelou na conversa, esse é um método que o próprio Max Cavalera gostaria de tentar na carreira.

Peter Gabriel – Passion (1989)

A primeira escolha de Cavalera é a trilha sonora do filme A Última Tentação de Cristo, de Peter Gabriel. O longa foi lançado em 1988 e tem direção assinada por Martin Scorsese

“Não sou grande fã de Peter Gabriel, mas gosto das coisas que ele fazia com trilhas sonoras instrumentais. Ele foi para a África do Norte e gravou com vários músicos locais. É uma história muito legal, gosto dela e sempre quis fazer algo assim em algum momento da minha carreira”, explicou Max sobre o disco Passion (Music For The Last Temptation of Christ).

Paul Simon – Graceland (1986)

O segundo álbum citado por Max Cavalera como favorito fora do metal é Graceland, de Paul Simon, lançado em 1986.

“É a mesma teoria [do outro], Paul Simon foi para a África do Sul e gravou. Acho que vi em um documentário. Eram apenas ele, um produtor e uma mochila, totalmente acampando em um trailer. Ele apenas aparecia nesses estúdios sul africanos ruins com equipamentos de baixa qualidade [e gravava]. Mas saíam coisas legais para c**alho e trouxe de volta para os Estados Unidos. E construiu músicas a partir dessas sessões, explicou Cavalera sobre a segunda escolha. “E eu amo essa coisa de mochilão, sem se importar com o que vai acontecer, o lado aventureiro”. 

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Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]