O guitarrista Marty Friedman, conhecido especialmente por sua passagem pelo Megadeth entre 1990 e 2000, concedeu uma entrevista à TCDG Guitar Lessons, onde contou sobre suas experiências envolvendo audições que participou ou que quase se concretizaram. Entre elas, para a banda de Ozzy Osbourne e uma situação bastante inusitada com o KISS.
O convite para realizar o teste para a banda de Ozzy veio diretamente de Sharon Osbourne, em um momento em que Friedman tocava na banda Cacophony e passava por grandes dificuldades financeiras: “Estava totalmente quebrado, quase sem teto, mas Sharon me ligou e perguntou se eu gostaria de voar para Los Angeles para fazer a audição. Eu disse: ‘uau, isso é bacana’.”
“Participei da audição, toquei, pensei que tinha feito um bom trabalho. Porém, eu não combinava muito com a energia da banda. Eles faziam o tipo metaleiro de Los Angeles, com algemas em seus cintos e camisetas de Jack Daniel’s. Estavam todos completamente enfeitados para os ensaios, algo que entendo em shows, mas não nessas ocasiões.”
Apesar de seu bom desempenho musical, Friedman contou que destoava muito do grupo: “Cheguei com uma camiseta e jeans, parecia um cara qualquer esperando por um ônibus ou coisa do tipo.”
“Nunca mais ouvi deles. Aí, finalmente, Zakk Wylde conseguiu a vaga. Ele era simplesmente perfeito, muito melhor do que eu seria para aquela posição. Se encaixou no grupo e tocava realmente bem”, completou.
O guitarrista logo chegou à conclusão de que talvez não fosse a melhor escolha para a banda: “Fiz um bom trabalho, mas não acho que daria certo. Aqueles caras provavelmente iriam beber e festejar depois do ensaio, e eu era apenas um ‘bom menino’, bem entediante.”
A quase audição de Marty Friedman para o KISS
Durante a conversa, Friedman também relatou uma situação curiosa que passou ao ser convidado para fazer uma audição para o KISS.
“Alguém da gerência me telefonou, me convidando para participar. ‘Tem interesse em tocar na audição para o KISS?’, e eu concordei, já que o KISS foi o motivo para eu começar a tocar guitarra.”
Depois disso, Friedman foi bombardeado por perguntas, respondendo afirmativamente a todas: “Pensei, ‘ótimo, já estou dentro’. A última pergunta feita foi ‘Qual sua altura? Tem 1,80m sem sapatos?’. Respondi que não tenho 1,80m nem com sapatos, tenho 1,71m. Logo me disseram ‘Oh não, precisamos de alguém que seja tão alto como Gene (Simmons) e Paul (Stanley)’.”
Mesmo disposto a fazer qualquer coisa para entrar no grupo, o guitarrista acredita que a diferença visual não teria funcionado no palco: “Entendo, os caras são altos, estão na primeira fila do palco. Viriam Gene, Paul e Marty, bem menor que eles, não daria certo. Mas, naquele momento, fiquei muito chateado. Pensava que aquela era minha chance.”
“Teria feito até de graça! Eles provavelmente concordariam com isso, conhecendo Gene e Paul. Ainda ficaria feliz por tocar.”
Para Friedman, tocar com o KISS seria o sonho: “As primeiras coisas que nos inspiram ficam conosco para sempre. Não me importaria em tocar de graça, pois viveria um sonho. Mas, era impossível me tornar alto o suficiente (risos).”
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