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A banda sempre ocupou um papel central no desenvolvimento do nu metal, não apenas como pioneiro do gênero, mas também como elo entre artistas que ajudaram a moldar essa cena nos anos 1990 e 2000. Ao longo da carreira, o Korn construiu uma rede consistente de parcerias em estúdio, gravações especiais e colaborações ao vivo, marcando o auge do movimento.
Pensando nisso, o Wikimetal separou as parcerias mais emblemáticas. Confira abaixo:
“All in the Family”, com Fred Durst (Limp Bizkit)
Essa colaboração aconteceu no álbum Follow the Leader (1998) – o maior sucesso comercial da carreira -, sendo considerada uma dos marcos do auge do nu metal na época. A música surgiu de forma espontânea no estúdio, a partir de uma troca provocativa de rimas entre Jonathan Davis e Fred Durst, inspirada no espírito competitivo do hip-hop. Sem refrão tradicional, a faixa se destacou pelo tom irreverente e pelas provocações mútuas, refletindo a amizade e a rivalidade saudável entre as bandas naquele período. “All in the Family” se tornou um dos exemplos mais emblemáticos da mistura entre rap e metal no final dos anos 1990, além de simbolizar a proximidade criativa entre Korn e Limp Bizkit no momento de maior popularidade do gênero. Não ironicamente, a canção é considerada pelo próprio Davis como “a pior música de todas” do Korn.
“A Different World”, com Corey Tayor (SlipKnot)
A parceria entre o Korn e Corey Taylor, vocalista do Slipknot, se concretizou na faixa “A Different World”, lançada no álbum The Serenity of Suffering (2016), marcando o encontro simbólico entre duas das bandas mais influentes do new metal. A colaboração nasceu de uma admiração mútua e da proximidade construída ao longo de anos dividindo palcos e festivais, até que Jonathan Davis convidou Taylor para participar da gravação. A faixa se tornou uma das mais comentadas do disco justamente por unir dois dos maiores nomes do estilo. Durante a apresentação do Korn no festival Louder Than Life, em 2016, Corey Taylor subiu ao palco para apresentar o feat ao vivo pela primeira vez.
“Freak On a Leash”, com Amy Lee (Evanescence)
Durante a gravação do especial MTV Unplugged: Korn (2007), a banda revisitou alguns clássicos e contou com convidados especiais, entre eles a Amy Lee, vocalista do Evanescence, para a versão de “Freak on a Leash”. A banda quis criar um formato mais atmosférico e experimental, que casou perfeitamente com os vocais de Amy Lee, adicionando uma nova camada emocional à música, e hoje é uma das releituras mais marcantes do catálogo do Korn. Em 2022, durante o primeiro show de uma turnê conjunta entre Korn e Evanescence, nos Estados Unidos, apresentaram a canção juntos ao vivo pela primeira vez.
“Make Me Bad”, com The Cure
Outro feat que merece destaque e também está no MTV Unplugged: Korn, é o medley “Make Me Bad/In Between Days” com com o The Cure. A colaboração nasceu da admiração de Jonathan Davis pelo trabalho de Robert Smith, convidado a reimaginar a faixa com uma atmosfera mais sombria e eletrônica. Antes da apresentação, Davis contou: “Numa imaginei em toda minha vida, nem no meu sonho mais louco, que este momento aconteceria. Essa banda que escolhemos como convidada me ajudou muito a passar pela época do colegial. Foram a trilha sonora da minha vida naquela época e continua sendo até hoje. Tenho o maior respeito por essas lendas”. Robert Smith não apenas cantou, mas também participou da construção estética da música, criando um dos crossovers mais inesperados da carreira do Korn. A canção também apresenta uma versão de “In Between Days”, clássico de 1985, do The Cure.
“Evolution”, com Joey Jordison (SlipKnot)
Lançada em 2007 no álbum Untitled, “Evolution” marca uma colaboração especial entre o Korn e Joey Jordison, baterista do Slipknot na época, que participou como coautor da música. A parceria nasceu da afinidade criativa entre Joey e os integrantes do Korn, especialmente no período em que a banda buscava novos caminhos sonoros após mudanças internas. Embora Jordison não toque na gravação, ele aparece no videoclipe. No mesmo ano, Korn recrutou Jordison para acompanhá-los em turnê quando o baterista David Silveria deixou a banda.
“Wicked”, com Chino Moreno (Deftones)
Lançada em 1996 no álbum Life Is Peachy, “Wicked” é outra colaboração emblemática do Korn, trazendo Chino Moreno, vocalista do Deftones, em outro encontro que ajudou a consolidar a cena do nu metal nos anos 90. Há uma troca de brincadeiras entre os dois ao longo da música que dá à gravação um ar descontraído e intimista. “Wicked” é uma releitura de um clássico do Ice-T, presente no álbum The Predator (1992) e costuma ser lembrada como um registro cru da amizade e da química artística entre Korn e Deftones em sua fase mais underground.
“Children of the Korn”, com Ice Cube
“Children of the Korn” marcou uma colaboração histórica entre o Korn e o rapper Ice Cube, simbolizando a fusão definitiva entre o nu metal e o hip-hop, presente no disco da banda Follow the Leader. Na faixa, Ice Cube entrega versos afiados que contrastam com o peso e a angústia característicos de Jonathan Davis. A música se tornou um dos exemplos mais citados das parcerias entre metal e rap na época, ajudando a ampliar o alcance do Korn para além do público do rock tradicional.
“Get Up!” e “Narcissistic Cannibal”, com Skrillex
Por fim, o 10° álbum da carreira do Korn, The Path of Totality, de 2011, representa uma mudança em relação ao som habitual da banda, sendo produzido por diversos produtores de música eletrônica. As faixas de destaque são um “Get Up!” e “Narcissistic Cannibal” que marcaram a colaboração do Korn com Skrillex, onde a banda buscava se reinventar após duas décadas de carreira. Skrillex ajudou a incorporar elementos de dubstep ao som pesado, criando um choque sonoro que dividiu opiniões, mas reafirmou o espírito experimental, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais dessa fase e apresentando a banda a uma nova geração de ouvintes.
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