Após a primeira apresentação da Run For Your Lives Tour realizada no último domingo, 25, no Nubank Parque, em São Paulo, Iron Maiden voltou ao estádio na última terça-feira para o segundo e último show na cidade antes de seguir para Curitiba, onde toca nesta quarta-feira, 28.
Mesmo para um dia de semana, mais de 50 mil pessoas estiveram presentes no estádio, inclusive com muitas delas retornando pela segunda vez para assistir a Donzela de Ferro novamente na cidade.
Alter Bridge
Abrindo a noite, o Alter Bridge manteve boa parte do setlist que reproduziu na primeira apresentação, mas surpreendeu ao tocar “Ghost Of Days Gone By” e encerrar sua performance com “Rise Today” no lugar do hit “Isolation”.
No entanto, ao contrário de domingo, o público presente demonstrou uma maior frieza e apatia com o quarteto liderado por Myles Kennedy e pelos membros do Creed, Mark Tremonti, Brian Marshall e Scott Phillips, com fãs até chegando a sentar na pista durante o show da banda.
Apesar disso, o show novamente ficou marcado pela técnica do grupo e pela reação espontânea dos fãs aos hits “Blackbird” e principalmente “Metalingus”. Ao término da apresentação, Myles agradeceu o público, pediu aplausos para a atração principal da noite e foi prontamente correspondido.
Iron Maiden
Em seu 15º show em São Paulo, o Iron Maiden novamente trouxe a grandiosidade de sua celebração de 50 anos para a cidade, desta vez com a presença de muitos fãs jovens para vê-los, incluindo crianças.
Ao contrário da primeira apresentação, Dave Murray estava muito mais à vontade, movimentando-se mais por todos os lados do palco e mantendo o padrão de qualidade em seus solos e melodias. Assim como ele, Adrian Smith desfila com toda sua elegância e técnica, sendo considerado por boa parte dos fãs como o melhor dos três guitarristas da banda, sendo responsável por alguns dos principais solos do repertório, como “Killers”, “Rime of the Ancient Mariner”, “2 Minutes to Midnight”, “Powerslave” e “Wasted Years”.
Janick Gers também teve seus momentos de destaque com suas acrobacias na guitarra, interações com o mascote Eddie e em “Fear of The Dark”, faixa que conta com seu solo de maior sucesso e mais conhecido.
Com a árdua tarefa de substituir Nicko McBrain, Simon Dawson ainda possui alguns pontos de melhora, em especial durante o andamento de faixas da era Paul Di’Anno: “Murders In The Rue Morgue”, “Wrathchild” e “Killers”, mas mesmo assim, o baterista foi muito bem recebido pelo público ao jogar baquetas, peles de baterias e munhequeiras aos fãs no término do show.
Por outro lado, Bruce Dickinson e Steve Harris não aparentam possuir a idade real que eles têm. Bruce está com sua melhor voz em anos, tem agudos afiados e consegue segurar notas como poucos, principalmente em “Seventh Son of a Seventh Son”, música a qual ele manteve o coro por 31 segundos ininterruptamente. Já Steve, tem tanta vitalidade que seus 70 anos de idade é apenas dado estatístico, uma vez que corre, pula, faz backing vocals, além de pedir reações do público que são imediatamente correspondidas.
De modo geral, toda a banda aparentou estar menos nervosa do que foi a primeira apresentação e mesmo com alguns acidentes normais de percurso, como Bruce esquecendo de voltar a cantar após os solos de “Phantom of the Opera” devido a estar interagindo com a plateia, tudo isso faz parte do espetáculo, garantindo que o sexteto está realmente tocando ao vivo e não recorre a recursos tecnológicos para corrigir esses eventuais erros.
Com o fim da Run For Your Lives Tour adiado para 2027, muitos já começam a especular o futuro do Iron Maiden daqui para frente: uma nova turnê temática, mas desta vez relacionada a fase sexteto da banda ou o lançamento de um possível novo e último álbum,
No entanto, conforme o empresário Rod Smallwood afirmou recentemente que os fãs saberiam o futuro da banda na hora certa, o que lhes resta é esperar. Mas como Bruce afirmou antes de “Infinite Dreams” que todos “deveriam ter um sonho”, os Blood Brothers podem almejar grandes coisas para o grupo – afinal aquele pedido para ouvir “Alexander The Great” surtiu efeito.
Em mais uma noite histórica, o Iron Maiden se despediu de São Paulo não apenas com a certeza de ser a maior banda de heavy metal da história, mas junto à constatação de que suas músicas, integrantes, e principalmente Eddie ficarão marcados eternamente e assim que retornarem ao país daqui alguns anos, sua legião de fãs estará lá, pois não importa onde você esteja, o Iron Maiden sempre vai te encontrar.
Confira as fotos de nossa fotógrafa Jéssica Marinho:
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