A banda brasileira Hurricanes fez sua estreia no Lollapalooza Brasil no último sábado, 21, dividindo o palco com Skrillex, Cypress Hill e Foto em Grupo.
O quarteto que dedica seu repertório ao rock clássico e ao blues aqueceu o público dias antes da apresentação no Lollapalooza Brasil com o lançamento do novo single “Freedom”. A faixa já aponta para os rumos criativos do terceiro álbum do quarteto brasileiro, que será lançado pelo selo ForMusic Records.
A apresentação no Lollapalooza Brasil 2026 foi daquelas que funcionam como cartão de visitas: direta, sem excessos e com uma energia crua que chama atenção logo nos primeiros minutos. Após abrir para nomes internacionais e circular por festivais relevantes, o Lollapalooza surge como mais um degrau importante. Escalada para abrir o palco Samsung Galaxy no sábado, a banda encarou o horário ingrato do meio-dia com postura de veterano, prendendo a atenção do público ainda em formação e em grande parte fãs de Skrillex. Escolher um bom repertório enxuto para esse tipo de show não é tarefa fácil, mas o Hurricanes parece acostumado, já que a banda é literalmente um furacão que passa pelos palcos dos maiores festivais nacionais.
Em uma rápida entrevista ao Wikimetal nos bastidores do festival, o vocalista e co-fundador Rodrigo Cezimbra e o baixista Henrique Cezarino falaram sobre o show e os planos de futuro da carreira.
Wikimetal: Como foi receber a notícia de que vocês estariam no line-up do Lollapalooza Brasil pela primeira vez?
Rodrigo Cezimbra: Ah, foi sensacional. Eu fiquei ansioso desde esse dia até a hora de chegar no palco e ainda estava ansioso, então foi sensacional. Foi uma notícia incrível e deixou a gente muito feliz. Parece que a gente tá indo pelo caminho certo, acho que é isso.
WM: Essa foi a estreia da banda aqui, qual a sensação de estar em um festival como esse?
Henrique Cezarino: Foi bem legal, porque o headliner do nosso palco é o Skrillex, e tinha bastante fãs deles ali na grade. Eu fiquei pensando antes do show: “nossa, será que vai dar bom isso?” E quando começamos a tocar, a galera estava prestando atenção no show, estava curtindo, estamos agradando os fãs do Skrillex, então…Eles receberam bem. Foi bem legal.
WM: Tem algum artista do line-up que vocês estão animados para ver (ou esbarrar nos bastidores)?
HC: Eu queria assistir o show do Arthur Menezes, mas temos agenda de entrevista no mesmo horário. E tem o Papangu também.
WM: A banda lançou o novo single “Freedom”, que abre as portas para um novo disco e serviu como aquecimento para o show no Lollapalooza. Qual o próximo passo após o Lollapalooza Brasil?
HC: Vamos lançar mais um single em abril e em maio vamos lançar o novo disco. Também vamos fazer uma turnê do disco e rodar o máximo possível pelo Brasil para espalhar a mensagem. É isso que a gente quer.
WM: Tem mais algum show grande, mente?
HC: Tem. Vamos tocar no festival Porão do Rock em Brasília.
WM: De onde vem a energia da Hurricanes hoje? Mudou muito desde o começo?
RC: A energia do Hurricanes vem do Rock and Roll dos anos 60, dos anos 70, e eu acho que ela mudou sim, porque o processo de encontrar o nosso som foi uma busca, então acho que mudou para gente encontrar o nosso som, mas temos essas essências. Mudou, mas não mudou tanto.
WM: Quais os três álbuns que mais te impactaram como músico?
RC: Eu vou começar pelo Free, o álbum Fire and Water dos anos 70. É um álbum que praticamente deu origem ao som da banda.
Também tem o Grand Funk do terceiro disco do Grand Funk Railroad, que a gente pode falar que ele tem um groove sensacional, acho que mexe com a gente, temos muita influência.
E pra finalizar, não tem como deixar de fora, Machine Head, grande clássico de Deep Purple. Tocamos com os caras e isso tornou ainda mais especial esse álbum pra nós.
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