Há 50 anos, o AC/DC deixava de ser um fenômeno local na Austrália para se arriscar na indústria global com o lançamento internacional do álbum High Voltage (1976).

O disco, que teve lançamento global em 30 de abril de 1976 e chegou aos Estados Unidos em 14 de maio, ainda intriga muita gente devido à existência de suas duas versões, que diferem bastante em conteúdo.

Por que o AC/DC tem dois álbuns ‘High Voltage’?

Revelando a energia dos irmãos Angus e Malcolm Young, e o talento inesperado do vocalista Bon Scott, o AC/DC lançou seu primeiro álbum, High Voltage, em 17 de fevereiro de 1975. Em um primeiro momento, todo o material da banda foi comercializado apenas dentro do mercado australiano, sob a gravadora Albert Productions.

Essa primeira versão local conta com seis faixas que não apareceriam futuramente na versão internacional do álbum, mas seriam adicionadas em projetos futuros ao longo dos anos. São elas: “Baby, Please Don’t Go”, “Soul Stripper”, “You Ain’t Got a Hold On Me”, “Show Business”, “Love Song” e “Stick Around”. Essas duas últimas só foram lançadas internacionalmente em 2009, com o disco de raridades Backtracks

Pouco tempo depois, a banda lançaria o segundo álbum, T.N.T. (1975), que, apesar de não ter um correspondente internacional da versão australiana, ajudou a compor a maior parte do que seria o High Voltage lançado para o restante do mundo.

Quando chegou a hora de lançar o AC/DC mundialmente, a versão internacional do High Voltage foi montada contendo a maioria das faixas do T.N.T e os sucessos “She’s Got Balls” e “Little Lover”, de sua versão homônima australiana. 

Recepção da crítica internacional

Apesar de ter gradualmente cativado o público, especialmente com sua energia vibrante nos palcos, o AC/DC não foi imediatamente aclamado pela crítica americana. 

A versão internacional do High Voltage recebeu reviews mistas e algumas bem negativas. Uma das mais famosas, a da revista Rolling Stone, se limitou a apenas um parágrafo para expressar seu desgosto, falando em “estupidez calculada” e descrevendo a banda como os “campeões australianos do mau gosto”. 

Eventualmente, o AC/DC caiu nas graças do público justamente devido às suas características ao vivo que mais foram criticadas pela revista: a postura curiosa de Angus Young vestido com roupas escolares e os vocais agressivos de Bon Scott. 

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Atual editora-chefe do Wikimetal. Jornalista musical há 4 anos, entusiasta de metalcore, nu metal e post-hardcore. Fã de cultura pop e cinéfila de Twitter e Letterboxd. Contato: [email protected]