Hatefulmurder lança nesta sexta-feira, 18, o novo single “I Give My Soul”, que chega acompanhado de um videoclipe de grande produção. A música faz parte do novo EP intitulado Death Made Us Better, composto por quatro faixas e com lançamento previsto para o final de 2026.

A música mantém a essência do Hatefulmurder, enquanto explora novas possibilidades sonoras, com forte presença de vocais limpos e drives, uma técnica que a banda não usava até a entrada de Giulia Roiz, atual vocalista, em contraste com momentos pesados de guturais. A dinâmica entre melodia e peso traduz a intensidade do conceito da faixa.

A troca de vocalista não foi apenas uma substituição; foi um verdadeiro terremoto sísmico na identidade da banda. Adeus à aura mais contida e acessível do passado; o grupo agora abraça uma agressividade brutal que nos faz lembrar em lampejos a fúria primitiva e a técnica afiada dos melhores dias de Alissa White-Gluz no The Agonist.

Segundo Giulia, a letra fala sobre a entrega absoluta a um propósito e a um desejo tão profundo que se torna impossível ignorá-lo. “A música é sobre o Sehnsucht, uma palavra alemã que representa um anseio profundo, quase como uma saudade de algo que ainda não  conhecemos. Para mim, é sobre sentir que existe um lugar, uma paixão ou um propósito ao qual pertencemos, e estar disposto a entregar tudo para alcançá-lo. Quando encontramos algo que dá sentido à nossa existência, cada passo passa a ter um objetivo. ‘I Give My Soul’ é sobre essa entrega, sobre seguir esse chamado mesmo quando ninguém ao redor consegue entender a intensidade desse desejo”, comenta a vocalista.

Os riffs, antes mais lineares, ganham camadas de peso e uma pegada suja que faltava, soando como verdadeiros golpes certeiros. A nova presença de palco injeta uma energia visceral, transmitindo uma segurança que há muito não se via. 

Visualmente, o videoclipe funciona como uma declaração de guerra: sua estética sombria e performance intensa não apenas apresentam, mas consagram essa virada de chave. Mais do que uma nova fase, isso é um recomeço definitivo — mais pesado, mais imponente e provando que, às vezes, a melhor versão de uma banda ainda está por vir.

O guitarrista fundador Renan Campos escreveu “I Give My Soul” pensando justamente na ideia de construir uma canção, e não apenas uma faixa pesada. Ele comenta:

“Queria trazer um verso em valsa, um refrão mais explosivo e uma melodia forte, que conduzisse a música por caminhos diferentes. Estamos vivendo um processo de mudança, sabe? Eu não quero fazer o mesmo disco a vida inteira. Acho importante que a banda evolua, experimente e se permita buscar coisas novas. Mas, ao mesmo tempo, não sinto que perdemos a nossa essência. Se alguém me perguntar hoje qual é exatamente o subgênero dentro do Metal que o Hatefulmurder faz, eu sinceramente não saberia responder. E, de certa forma, acho que isso é algo positivo. Talvez a nossa identidade esteja justamente em não precisar caber em uma única definição”.

Com Giulia Roiz nos vocais, Renan Campos na guitarra, Victor Magalhães no baixo e Thomás Martinoia na bateria, a banda investe em uma nova fase e se prepara para shows pela Europa em 2027.

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