Godsmack se orgulha de ter mais músicas no Top 10 de rock do que Foo Fighters ou Aerosmith, como indica o início da biografia da banda no site oficial. Fundada em 1995 por Sully Erna, a banda de Boston coleciona hits e não perdeu a mão nos lançamentos mais recentes, mas já prepara a despedida dos estúdios.

Fundada por Sully Erna, que finalmente embarcou no próprio projeto após anos em bandas fracassadas, o Godsmack conquistou marcas comerciais memoráveis: além de multiplatina e mais de dez faixas emplacadas no topo da Billboard, a banda já foi indicada ao Grammy, ainda que seu nome nem sempre seja reconhecido de cara por aqui como os da banda que superaram nos charts.

Porém, o momento agora é outro e a banda anunciou o fim da produção de novos sucessos: o novo álbum Lighting Up The Sky, que será lançado em 24 de fevereiro, será o último da carreira da banda. Em entrevista ao Wikimetal, o baterista Shannon Larkin explicou que a banda não vai deixar de existir, apenas decidiu não lançar novos discos depois de 25 anos.

“Você acaba entrando em um padrão de fazer um álbum, turnê, pausa, álbum, turnê e pausa por algumas décadas. E sentimos que, ainda que certos fãs talvez gostem de ouvir novas músicas e novos álbuns, a verdade e a prova é que, quando estamos fazendo um show, quando você toca uma música nova, é o momento em que as pessoas saem pra comprar uma cerveja ou usar o banheiro”, contou. 

Além dessa aparente falta de interesse dos fãs em novo material, Shannon se lembra da adolescência, quando assistia aos shows do Iron Maiden e Judas Priest e pensava que os integrantes de 30 e poucos anos eram “os caras velhos”. Hoje com todos no Godsmack na faixa dos 50, o baterista reconhece que “os caras velhos somos nós” – e daí também vem a vontade de sair da rotina que os lançamentos criam.

Sem a obrigação de lançar novos álbuns, o objetivo é ter mais liberdade para continuar fazendo shows fora desse ciclo de promoção de novos projetos exigido pela máquina do negócio musical: “Vamos sair da engrenagem e parar de fazer produtos para vender para as gravadoras. Não precisamos de mais nada, alcançamos nossa meta de viver de música. Vamos lá, esse é o sonho americano, não é?”

Na reta final, o ciclo de divulgação do novo disco traz o Godsmack para a América do Sul pela primeira vez, com a estreia nos palcos brasileiros marcada para 27 de abril, em São Paulo, na casa de shows Vibra, com produção da Mercury Concerts. 

A passagem do Godsmack por São Paulo estava originalmente marcada para 12 de novembro do ano passado, mas a banda decidiu adiar a data alegando “problemas logísticos” após enfrentar problemas com a pandemia e um furacão que atingiu o estado da Flórida, nos Estados Unidos. 

“Decidimos que precisávamos lidar com essas questões, mas não cancelaríamos [os shows na América do Sul]. Estamos indo e esperamos que saibam que quase todos mundos que conheço amam o Brasil, amamos os brasileiros, as pessoas apaixonadas do país, apenas assistindo vídeos de bandas que já tocaram por aí, percebemos como o público é e mal podemos esperar para o show”, disse. “É tão longe daqui, sabe? E tão difícil de chegarmos, mas estamos indo”.

A oportunidade de finalmente se apresentar para o público brasileiro é citada como uma garantia de entrega total por parte dos “ciganos” da banda, como Shannon descreve a si e os companheiros, que priorizam uma experiência completamente ao vivo, sem backing tracks. 

“Nossa paixão por tocar música vai se equiparar ao amor do Brasil pela música. Essa é a linguagem universal: desde que ainda sejamos apaixonados, sempre vamos seguir em turnê”, enfatizou. “Vamos arrasar e fazer um show do Godsmack com tudo que se tem direito, vamos dar nosso 100%”.

SERVIÇO: Godsmack no Brasil
Data: 27 de abril de 2023 (quinta-feira)
Local: Vibra SP (Avenida das Nações Unidas, 17.955 – São Paulo)
Portas: 20h
Show: 22h
Classificação Etária: 14 (quatorze) anos desacompanhados. Menores de 14 (quatorze) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial

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Categorias: Entrevistas

Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]