O Dragonforce é uma banda de metal que mistura os estilos de metal e rock em um só estilo. Nós temos as guitarras violentas, tudo isso misturado. Eu acho que é isso que nós fazemos.”

 

Herman Li: Alô.

Wikimetal (Daniel Dystyler): Alô, posso falar com o Sr. Herman Li, por favor?

HL: Sim, aqui é o Herman, como vai?

W (DD): Oi, Herman, como vai? Aqui é o Daniel e o Nando do Wikimetal, do Brasil. Como você está?

HL: Muito bem. É uma prazer falar com vocês.

W (DD): Vou começar perguntando, antigamente, quais eram as principais influências, bandas e guitarristas, que fizeram com que você perseguisse uma carreira de heavy metal?

HL: Eu comecei ouvindo muitos guitarristas de rock, ouvindo… Eu acho que eu comecei ouvindo bandas como Bon Jovi, e depois, sabe, Metallica, Megadeth, Dream Theater, tudo isso… Grandes guitarristas como o Steve Vai, o Satriani. E a banda, a nós começamos ouvindo muito thrash metal, death metal, power metal, prog metal, então sabe, essa é a música que nós gostávamos de ouvir.

W (Nando Machado): Você recebeu muitos prêmios por conseguir tocar tão rápido. Qual é o segredo de conseguir tocar guitarra na velocidade da luz?

HL: Eu não sei se nós conseguimos os prêmios por tocar rápido, sabe, tem muitas pessoas aí fora que conseguem tocar rápido. Eu acho talvez que nós conseguimos os prêmios por tudo da banda, sabe, o modo como nós tocamos ao vivo, sabe, como nós compomos a música, e como são nossos álbuns, e, sabe, eu acho que tudo forma uma coisa só, não se restringe apenas a conseguir tocar rápido. Eu acho que é importante… Eu acho que isso é só uma pequena parte de todas as coisas que nós fazemos.

W (DD): Herman, nós temos uma pergunta clássica no nosso programa, que é: imagine que você está ouvindo rádio em uma estação de rock, ou dirigindo o seu carro, ou o que seja, você está ouvindo o seu ipod ou qualquer mp3 no shuffle, e de repente começa a tocar uma música que faz você perder a cabeça, e você sente a necessidade de headbangear imediatamente, não importa onde você esteja, você não consegue se conter. Que música é essa para que nós possamos ouvi-la no programa agora?

HL: Eu acho que provavelmente Megadeth… Qual? “Tornado of Souls”.

W (NM): Falando particularmente sobre você, você é um grande artista ao vivo, e nós estamos ansiosos para vê-lo ao vivo no Brasil. Quem, na sua opinião, são os maiores guitarristas em termos de performance?

HL: Essa é uma pergunta interessante. Quer dizer, sabe, performances ao vivo… Há muito jeitos de enxergar isso. Tecnicamente, eu gosto de ver uma pessoa sentada ou de pé só tocando guitarra. É uma sensação incrível, fazer a guitarra funcionar. Eles não precisam de mais nada, sabe. E há shows em que você toca ao vivo com pessoas correndo por toda parte, fazendo loucuras com a guitarra, sabe, como se estivessem possuídos pela guitarra. E, sabe, para mim, francamente, eu gosto das duas coisas. Eu me lembro de ver o Steve Vai tocando e isso foi uma experiência incrível, e há muitos outros guitarristas que eu vi que eram ótimos e tinham uma grande presença no palco.

W (DD): Deixe-me parabenizá-lo pelo seu último álbum, é muito, muito bom, e o Mark Hudson está ótimo também. Como tem sido a repercussão desse álbum até agora, e como é o Mark tocando ao vivo?

HL: Os fãs gostaram muito do Mark na banda, e isso é ótimo. A repercussão do álbum novo têm sido incrível, sabe, muito, muito boa. Parece que eles gostaram muito da ideia do álbum, a forma como esse álbum é diferente dos anteriores do Dragonforce. Mais do que nunca, nós estamos nos preparando para a turnê, fazendo Jam sessions e ensaiando, então, sabe, nós já estamos ensaiando para a turnê do álbum novo.

W (NM): Falando sobre videogames, Herman, nós sabemos que vocês já usaram alguns elementos de videogames no passado, como efeitos sonoros… Vocês ainda usam essas coisas? E que você que videogames como Guitar Hero, ajudam a promover a sua música?

HL: Ah… Quer dizer, com certeza nós já fizemos muitos sons malucos e de videogame na guitarra, no álbum “Inhuman Rampage” e no álbum “Ultra Beatdown”. E eu acho que nós levamos isso para outro patamar. Então no “The Power Within”, nós meio que seguramos um pouco, e tocamos a guitarra de uma forma um pouco diferente. Sem tantos barulhos malucos, como nós fizemos nos álbuns anteriores. Sabe, é o jeito que nós compusemos a produção do álbum e o tema dele. E sobre o Guitar Hero, ou eu diria o Rock Band, esses são os dois videogames mais populares, eu acho que qualquer coisa que ajuda os músicos no mundo de hoje, sabe, o principal é que se as pessoas podem curtir a música sem te julgar em relação a sua imagem ou de onde você é, eu acho que é uma coisa boa, e os videogames de alguma forma, eles não te julgam em relação a isso, porque, sabe, muitas pessoas odeiam as bandas só porque elas não são de algum lugar, ou elas tem uma aparência específica, ou porque os amigos não acham legal gostar delas.

W (DD): Ainda sobre o álbum novo, foi muito legal vocês terem a Emily Ovenden como convidada especial. Como surgiu essa ideia?

HL: Eu conheço a Emily há alguns anos, já. Nós sempre quisemos adicionar uma grande voz feminina ao coral e aos backing vocals, mas nós não conhecíamos ninguém, e não conseguimos pensar em ninguém por anos até a Emily, sabe, nós quisemos experimentar coisas diferentes nos backing vocals e também nos lead vocals e ela realmente fez um trabalho incrível.

A repercussão do álbum novo têm sido incrível. Parece que eles gostaram muito, a forma como esse álbum é diferente dos anteriores do Dragonforce.”

W (NM): Nós lemos alguns jeitos muito engraçados de definir a sua música, como você disse antes, algo do tipo “Metal Nintendo” ou “Quando o Journey encontra o Slayer”. É isso mesmo? Como você definiria o estilo do Dragonforce no momento?

HL: Sabe, é interessante como as pessoas criam todos os tipos diferentes de rótulos, e eu acho que, porque as pessoas ficaram um pouco chocadas com a nossa música quando elas a ouviram pela primeira vez, porque era muito diferente do que elas estavam acostumadas a ouvir em termos de metal melódico, como os sons da guitarra no “Inhuman Rampage”, isso foi realmente um choque, então elas tiveram que criar um rótulo, um tipo de nome. Mas para mim, o Dragonforce é uma banda de metal que mistura os estilos de metal e rock em um só estilo. Então nós temos a batida do thrash metal, a energia e a melodia do power metal, nós temos as guitarras violentas, tudo isso misturado. Eu acho que é isso que nós fazemos.

W (DD): E como foi a experiência de tocar com as grandes lendas da história da guitarra, como o Tony MacAlpine, Joe Satriani, Paul Gilbert, Steve Vai, que você já mencionou?

HL: Sabe, é claro que para mim, como guitarrista, que desde criança tocava guitarra em casa, no meu quarto, foi como um sonho, a melhor coisa que já me aconteceu, foi realmente incrível. Foi verdadeiramente uma experiência muito boa para mim poder tocar com esses parceiros lendários. Eu não consigo pensar em nada melhor, são poucas as pessoas que tiveram a chance de fazer isso, então eu me sinto honrado de ter sido convidado para tocar com esses caras.

W (NM): E agora nós gostaríamos de ouvir um música do Dragonforce no nosso programa. Você poderia escolher uma música do Dragonforce da qual você tem muito orgulho?

HL: Eu acho que a banda se orgulha muito de todas as músicas que fizemos, particularmente nesse álbum, nós estamos muito felizes, então eu acho que como “Cry Thunder” foi o primeiro single que nós lançamos desse álbum, nós poderíamos ouvir essa, nós poderíamos ouvir “Cry Thunder”.

W (DD): Excelente. “Cry Thunder” no Wikimetal. É possível dizer que a “Through the Fire and Flames” é a música mais importante da carreira do Dragonforce? O que essa música representa para vocês?

HL: Eu acho que “Through the Fire and Flames”, para mim pessoalmente, sendo honesto, eu nunca pensei que fosse uma das nossas melhores músicas. Eu acho que as pessoas ouviram e foram introduzidas a um tipo diferente de metal, porque, sabe, o power metal ou o metal melódico ou o que quer que seja, é muito criticado por muitas pessoas. Então nós quisemos mostrar que nós conseguimos tocar melodicamente e ainda assim, sabe, de um modo diferente.

Eu gostaria de estender um convite grande e caloroso para que todos venham ao show.  Nós vamos fazer tudo o que pudermos para os nós fãs do Brasil, e mal podemos esperar.”

W (NM): É verdade que você é fã de Jiu Jitsu brasileiro? E se você pratica Jiu Jitsu, você não tem medo de quebrar um dedo ou alguma coisa assim?

HL: Eu pratico Jiu Jitsu brasileiro desde 2005. É claro que quando eu estou em turnê, isso me impede de treinar muito, também quando estou no estúdio eu me preocupo que se eu machucar minha mão vai prejudicar minha forma de tocar guitarra, e o álbum, e isso seria um problema. Então eu tento treinar o máximo possível, mas nós temos feito muita coisa, então eu não tenho podido treinar tanto quanto eu gostaria.

W (DD): Que tipo de conselho você daria para um jovem que sonha em ser um astro do rock, ou em montar uma banda, ou começar a tocar guitarra?

HL: Eu acho que uma das coisas mais importantes é não pensar em tocar música porque você quer ser um astro do rock. Eu acho que esse é o jeito errado. Você toca música porque isso é o que você quer fazer e é o que você quer para o resto da sua vida, porque você tem paixão por isso. Então se você se torna um astro do rock, ótimo, sabe. Eu acho que você deve apenas tocar em uma banda e curtir isso, não porque você quer aparecer na TV e virar um astro do rock e essas coisas. Isso é… Não deve ser o seu objetivo.

W (DD): Sr. Herman Li, eu tenho certeza que nós teremos ótimos shows aqui no Brasil com vocês e o Trivium. Você poderia, por favor, convidar todos os headbangers brasileiros para o show?

HL: É claro. Eu gostaria de estender um convite grande e caloroso para que todos venham ao show. Sabe, nós mal podemos esperar para tocar aí no Brasil, essa será nossa segunda vez aí, com nossos grandes amigos do Trivium, e nós prometemos que vai será um dos melhores shows que vocês verão. Nós vamos fazer tudo o que pudermos para os nós fãs do Brasil, e mal podemos esperar.

W (NM): Muito obrigado, Herman, nós estaremos lá com certeza. Eu espero que nós possamos nos encontrar para dizer um oi antes ou depois do show, mas eu te desejo uma ótima viagem ao Brasil, e tudo de melhor, nós teremos um show muito bom com o Dragonforce e o Trivium em setembro, e nós estamos ansiosos para vê-lo vivo.

HL: Sim, por favor. Por favor venha dar um oi depois do show, nós mal podemos esperar para tocar para os fãs.

W (DD): Excelente, muito obrigado, Sr. Herman Li, no Wikimetal.

HL: Obrigado.

W (DD): Tchau!

Categorias: Entrevistas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *