Os preços dos ingressos para shows no Brasil estão entre os mais altos do mercado, e produtores apontam os fatores principais por trás dessa alta.
Um dos exemplos é o show do Iron Maiden, marcado para os dias 25 e 27 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo. A banda está em uma posição estável na carreira, com shows sem grandes variações em sua estrutura. Porém, os preços de ingressos tiveram um aumento de 49% entre 2022, quando tocou no MorumBIS, e 2025, quando teve início das vendas deste show. [via g1].
Por que aumentou tanto?
Em entrevista ao g1, produtores de eventos, que não quiseram se identificar, listaram alguns itens que justificam o preço alto dos ingressos no Brasil.
Uma das razões citadas é a lei da meia-entrada, que só existe no Brasil. Ela obriga promotores a ofertarem até 40% dos bilhetes com desconto, forçando o aumento do valor da inteira para equilibrar os custos do evento.
Outro ponto crítico é a carga tributária brasileira, que incide diretamente sobre os cachês e despesas logísticas, fazendo com que mais impostos sejam repassados ao consumidor no preço final do ingresso.
“Então, para trazer um artista, é preciso que exista um valor mínimo que justifique esses custos. E, para chegar a esse valor, é necessário cobrar um preço médio de ingresso relativamente alto. Levando em consideração, ainda, a questão da meia-entrada”, explicou um dos produtores entrevistados.
Além disso, as taxas de conveniência e de serviço aplicadas durante a compra online elevam ainda mais os valores pagos pelo público, acrescentando entre 20% e 30% ao preço base dos bilhetes.
Ainda, segundo o g1, o Procon-SP informou que “desde 2023, já aplicou 3 multas contra a Q2 Ingressos, a Eventim Brasil e a T4F Entretenimento. E, neste momento, possui uma investigação em curso sobre a cobrança indevida de taxas.”
Esse cenário reflete um mercado em que custos, regulamentações e práticas de venda tornam os shows caros para o público brasileiro. Porém, o problema não é só aqui.
“Eu sempre digo para todo mundo… Antes de chorar, olha quanto estão pagando os outros fãs dos Estados Unidos, que são realmente o mercado mais caro. É onde os artistas fazem a festa, onde eles vão ganhar mais, vai ser nos EUA. Menos impostos, mais mercado, cobra-se mais caro, tem melhor infraestrutura para receber os shows”, disse o produtor.
LEIA TAMBÉM: Shows no Brasil em 2026: agenda de rock e heavy metal
