O ex-guitarrista do Iron Maiden, Dennis Stratton, fez críticas à forma como o documentário Iron Maiden: Burning Ambition detalhou a fase inicial da banda. Segundo ele, a produção “passou correndo” pela história dos primeiros anos da Donzela de Ferro.

Em entrevista ao canal Paulleflix, Dennis, que assistiu à obra duas vezes, afirmou não guardar mágoas por não ter continuado na banda, mas criticou a velocidade com que a era da banda da qual fez parte teve sua citação no longa.

“Não quero que a família Maiden ou os fãs digam ‘é dor de cotovelo’ ou ‘ele está chateado porque não está [na banda]’. Eu não estou. É um filme para os fãs. Tenho orgulho do que fiz no Maiden nos primeiros anos e também do que levei para a banda trabalhando naquelas primeiras músicas. O fato é que trabalhamos naqueles dois primeiros álbuns e acho que eles saíram muito bem. Então, como eu disse, o filme é fantástico para os fãs, mas, para mim, é só um pouco triste que eles tenham passado correndo pela fase inicial, só isso”, declarou [transcrição via Blabbermouth].

Dennis ainda criticou forma que Blaze Bayley foi retratado em documentário do Iron Maiden

Na mesma entrevista, o músico também revelou ter conhecido o ex-vocalista Blaze Bayley no tapete vermelho da pré-estreia do documentário, realizada em Londres no dia 05 de maio, e lamentou profundamente a forma como a passagem do cantor pela banda foi retratada.

Segundo Stratton, a edição coloca Blaze como o único culpado pelo declínio comercial do grupo nos anos 1990. “Assistindo ao filme, senti muita pena do Blaze, porque, da forma como foi narrado, parecia que no minuto em que ele entrou na banda, eles foram ladeira abaixo. As pessoas começam a queimar discos, falam sobre culto ao diabo, e então eles estão tocando em clubes. Parecia que o Blaze estava levando a culpa pela queda da banda, o que não é verdade. Ele fez álbuns muito bons”, explicou.

O ex-guitarrista ainda exaltou o trabalho árduo que Bayley teve ao substituir Bruce Dickinson em 1994 e criticou a montagem da cena que detalha o retorno da formação clássica em 1999.

“A maneira como isso foi retratado foi tipo: ‘Ah, agora eles estão tocando em clubes.’ E então a piada final veio quando o Bruce voltou e o Steve [Harris] disse: ‘Por que você quer voltar?’. E ele respondeu: ‘Porque estou farto de tocar em shows pequenos. Quero tocar em shows grandes’. Então era como se no minuto em que o Bruce voltou, a banda fosse gigante novamente. A coisa não soou de uma forma muito amigável, se é que você me entende”, concluiu

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Estudante de Jornalismo e fã de Rock e principalmente Heavy Metal, gosta de nomes como Judas Priest, Black Sabbath e em especial Iron Maiden, banda que já viu 3 vezes, acompanha desde os 12 anos e sonha assistir um show em Londres. Seu primeiro contato com a música pesada veio ao jogar Guitar Hero e de lá nunca mais parou. Sempre gostou de escrever e tem a música como uma de suas paixões. Dentro do meio, tem Steve Harris, Bruce Dickinson, Rob Halford e Ozzy Osbourne como seus ídolos.