Corey Taylor revelou que desenvolveu o hábito de fazer uma oração antes de subir ao palco. O vocalista do SlipKnot explicou que a prática não está ligada a uma religião específica, mas à busca por equilíbrio e por uma conexão com um “poder superior”.

Em entrevista ao programa Last Meals, do Mythical Kitchen, o cantor explicou que a mudança aconteceu ao longo dos últimos anos, especialmente após o processo de sobriedade.

“Conforme fui envelhecendo, percebi que muitos dos meus comportamentos impulsivos aconteceram porque eu não tinha uma base sólida para acreditar em nada. Emocionalmente, eu era bastante niilista. Como alcoólatra e viciado, você tende a buscar os extremos. Para a minha saúde mental e para as pessoas ao meu redor, tenho certeza de que elas apreciam isso, e eu certamente aprecio, mas agora faço uma pequena oração antes de cada show. Tenho um poder superior no meu programa que reconheço. O nome é ‘Senhor Mãe’, porque é um pouco de tudo”, revelou ele [via Loudwire].

Ele continuou: “Isso é algo que eu inventei. Porque eu não confio, e isso vai soar estranho, mas eu tenho problemas de confiança. Na verdade, eu não confio muito em religiões organizadas. No entanto, no programa em que estou, somos encorajados a reconhecer um poder superior que é maior do que nós. Então, para mim, a Mãe Divina é o yin e o yang. É o Alfa e o Ômega. É o fim e o começo. E é tudo ao nosso redor. E quando você se abre para isso, é como sentir uma brisa no dia mais quente de verão. É como um copo de chá gelado. Você sente aquela doçura e sua sede é saciada. É lindo.”

Cantor revela que faz “meditação de gratidão”

Durante a entrevista, o líder do Slipknot disse que abandonar o ego foi uma das decisões mais importantes de sua vida. Embora nunca tenha se considerado religioso ou espiritual, ele afirmou que aprender a ouvir esse “poder superior” trouxe paz e clareza para enfrentar a rotina intensa da carreira.

“Levei tempo para aprender a ouvir e nunca fui uma pessoa religiosa. Nunca fui uma pessoa espiritual. Mas me desapegar disso, do peso incrível do ego, me ajudou a ouvir. Essa raiva diminuiu a um ponto em que eu não queria ou precisava mais ser o cara que se enfurecia nos últimos três anos após cada show com o Slipknot, meu trabalho solo ou o que fosse. Eu faço uma meditação de gratidão. Estou literalmente ainda coberta de suor, com maquiagem no rosto, tirando a máscara e entrando na van a caminho do hotel, camarim ou seja lá onde for, e estou me reconectando comigo mesmo. Estou me reconectando porque não quero viver lá. Quero visitar, mas não quero morar lá”, ​​explicou Taylor.

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Repórter e Fotógrafa em cobertura de shows, resenhas, matérias, hard news e entrevistas. Experiência em shows, grandes festivais e eventos (mais de mil shows pelo mundo). Portfólio com matérias e entrevistas na Metal Hammer Portugal, Metal Hammer Espanha, The Metal Circus (Espanha) Metal Injection (EUA), Wikimetal e outros sites brasileiros de cultura e entretenimento. Também conhecida como A Menina que Colecionava Discos - [email protected]