Em entrevista ao Wildman Podcast, Chuck Billy, vocalista do Testament, falou sobre a maneira como a música é consumida atualmente e as diferenças de qualidade de áudio entre os formatos físicos e digitais.
Para o vocalista, com o advento dos serviços de streaming, as vendas físicas se tornaram praticamente inexistentes: “Não existe mais uma Tower Records. O Walmart parou de vender CDs. Best Buy parou de vender CDs. Lojas de discos agora são só alguns pequenos negócios, então as vendas físicas sumiram. Existem os lances exclusivos que as gravadoras lançam, porque os fãs verdadeiros gostam de itens colecionáveis, especiais. Está lá, mas não é só o CD físico mais, tem aquela impressão digital.”
Com as mudanças, artistas precisaram se adaptar: “A parte triste é que muitas bandas têm que descobrir como renegociar e conseguir uma remuneração digital melhor desde que as coisas mudaram. Uma vez que você está preso ao seu antigo contrato, você vai querer modificar o acordo. É como aquele cartão de crédito que as taxas de juros não param de subir.”
Em relação às variações de qualidade de som entre formatos físicos e digitais, Billy acredita que a mixagem correta pode fazer a maior diferença: “Os discos mais antigos, como os nossos primeiros, quando estávamos mixando eles, nós gravávamos em vinil para escutar, porque era o que saía na época. Então, você mixava discos para soarem corretamente no toca discos, e mais para frente, bandas e gravadoras só pegavam CDs, álbuns feitos para qualidade de CD, e transferiam direto para o digital sem equalizar corretamente.”
Por fim, o vocalista admitiu sua preferência por mídias físicas: “CDs têm um som melhor quando são reproduzidos em um tocador de CD do que em meio digital, tipo através do celular. Tem algo assim, quando pego um CD, prefiro escutar nos meus carros invés de digitalmente. Algo neles é feito para soar melhor.”
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