A banda Surra, em parceria com o polêmico grupo Bozokill, anunciou uma apresentação em Salvador para celebrar o lançamento do álbum Falha Crítica. O show, inicialmente marcado para o Largo Tereza Batista neste domingo, 18, com apoio do governo da Bahia, foi cancelado no local original após uma ação judicial movida pelo deputado estadual Diego Castro (PL) – via Igor Miranda.

O político criticou o financiamento público ao Bozokill, conhecido por letras agressivas contra o bolsonarismo, como em “Mate um Minion Hoje”, que inclui frases como “bicuda na cara desses fascistas” e “Olavo de Carvalho cria gado no inferno”. Castro afirmou que o governo não deveria patrocinar artistas que promovem “discurso de ódio”.

Com a pressão, a produtora Bicicleta remarcou o show para o The Green House Music, uma casa de eventos privada, e retirou o logo do governo do material de divulgação. Os ingressos continuam à venda.

Em resposta, o Bozokill postou um vídeo afirmando que a censura não venceu e que o show acontecerá, mesmo em outro local. A banda, que mistura hardcore e death metal, já teve trabalhos removidos de plataformas digitais por conteúdo político.

Bozokill: Política, Polêmica e Death Metal na Bahia

Nascido em 2022 na cena underground de Salvador, o Bozokill se inspira no hardcore e death metal de bandas como Presto?, Surra e Claustrofobia. Seu EP auto intitulado, lançado em julho de 2024, contém cinco faixas de letras sem rodeios, incluindo “Mate um Minion Hoje” e “Não Queira Bolsonaro Não”, com críticas diretas ao bolsonarismo.

Antes do EP, o grupo já havia causado polêmica com a demo “Esse disco deveria ser censurado”, removida de plataformas digitais devido ao conteúdo político explosivo. Com um som pesado e discurso confrontador, o Bozokill mantém sua marca: metal como instrumento de protesto.

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Aos 13 anos, o rock mudou minha percepção de mundo, unindo-se à paixão pela música que carrego desde a infância. Hoje, como estudante de Jornalismo, atuo de forma engajada na cena, marcando presença tanto em grandes festivais quanto em apresentações independentes. Para mim, a música é um campo de exploração contínua, onde a busca por novos sons alimenta tanto minha vida pessoal quanto minha formação profissional.