A versatilidade de Bruce Dickinson com outras atividades além da música certamente chama a atenção de seus fãs.
Além de ser esgrimista, piloto de avião, mestre cervejeiro e entre outras coisas, o vocalista do Iron Maiden desenvolveu um novo talento para seu currículo de habilidades: escrever histórias em quadrinhos. Para ajudar na criação da saga gráfica relacionada ao álbum The Mandrake Project (2024), o vocalista contou com o apoio de ninguém menos que Kurt Sutter, criador da série Sons of Anarchy.
Em sessão de perguntas e respostas mediada pela Z2 Comics, empresa que publica suas HQs, durante participação na San Diego Comic-Con 2026, Dickinson explicou que conheceu Sutter durante a pandemia enquanto fazia reuniões virtuais com o roteirista Sacha Gervasi em meio à criação do videoclipe de “The Writing on the Wall”, do Iron Maiden.
“Eu estava constantemente em chamadas no Zoom, e um dos caras com quem eu conversava era um amigo meu, um roteirista chamado Sacha Gervasi, em Los Angeles. E o amigo dele era o Kurt Sutter, que escreveu The Shield e, obviamente, Sons of Anarchy. Estava no meio da produção de um desenho animado para o clipe do Iron Maiden, ‘The Writing on the Wall’. Na verdade, baseei os quatro Eddies do apocalipse em Sons of Anarchy. Então, eles são os quatro Eddies motoqueiros do apocalipse”, contou.
Bruce Dickinson perguntou a Sutter como se fazia uma HQ
Com a aproximação, Bruce afirmou que perguntou a Sutter como se fazia uma HQ e nisso, o autor lhe deu um manual completo de como desenvolver a sua história. “Éramos apenas três escritores brincando com conceitos e nos divertindo. Eu perguntei: ‘Posso compartilhar uma ideia com você?’. Apresentei para o Kurt, e ele disse: ‘Sim, cara. Isso tem muito potencial’. Mas eu perguntei: ‘Como se escreve uma HQ?’. E ele respondeu: ‘Sabe de uma coisa? Eu já fiz isso’.
“Ele me enviou não apenas a HQ dele chamada Sisters of Sorrow, mas me enviou o roteiro dos episódios, o tratamento e o argumento de venda. Basicamente, ele me entregou as chaves do carro. ‘É só desmontar e estudar isso’. Eu li aquilo e pensei: ‘Ok, vou fazer isso para o Mandrake‘. E foi o que eu fiz. Aí eu pensei: ‘Bem, o que eu faço agora?'”, seguiu.
“Nós já estávamos trabalhando com a Z2 [Comics] reanimando álbuns do Iron Maiden de formas diferentes. Então eu tive a ideia e disse a eles: ‘Olha, eu sei que não é o que vocês fazem normalmente, mas vocês estariam interessados em publicar o que algumas pessoas chamam de graphic novel e outras de história em quadrinhos? Eu não me importo com a nomenclatura, é uma história”, concluiu.
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