A turnê conjunta de Arch Enemy e Behemoth passou por São Paulo no último domingo, 13, com a Audio lotada em todos os setores para prestigiar uma noite destruidora de metal.

A noite já havia começado muito bem com a abertura histórica das bandas Crypta e Nervosa, que subiram ao mesmo palco pela primeira vez. Pouco depois das 20h, com cerca de 20 minutos de atraso do horário, o palco foi tomado pela força tempestuosa do Arch Enemy ao som de “Deceiver, Deceiver”, faixa-título do mais recente álbum da banda.

Com um som arrebatador e uma estrutura de plataformas que colocou o baterista Daniel Erlandsson em destaque, o palco pareceu pequeno para eles, com o primeiro ponto alto logo no começo do set com “War Eternal” .

As rodas que marcaram presença desde o primeiro show da noite ganharam nova proporção em tamanho e intensidade com a chegada do Arch Enemy ao palco. Em “My Apocalypse”, Alissa White-Gluz convidou a plateia a erguer as luzes dos celulares, criando uma pequena constelação na casa antes de reiniciar a porradaria sonora.

Com os fãs cantando de forma exemplar, “Eagle Fly Alone” e a recente “Handshake With Hell”, com um momento de Alissa cantando em voz limpa, foram outros destaques do show, que chegou ao fim mostrando beleza e brutalidade em mesmo nível.

Logo após o fim do show do Arch Enemy, a pista deu uma esvaziada considerável para a última chance de encher os copos, sair para fumar e esticar as pernas antes de retornar para o último espetáculo da noite. 

Toda a preparação de palco e passagem de som do Behemoth aconteceu com as cortinas abertas, com alguns fãs mais animados batendo cabeça ao som do técnico ajustando a bateria e um grito quase solitário de “Olê, olê, Behemoth, Behemoth!” entoado na plateia conforme o horário previsto pro show chegava.

Pouco depois das 23h, as luzes se apagaram e o objeto desta devoção chegou em cena. Com a pista devidamente preenchida, apesar de ter maior conforto na parte de trás, “Ora Pro Nobis Lucifer” iniciou os trabalhos com boa recepção dos fãs. 

A princípio, alternando entre luzes vermelhas e azuis, o show pareceu congelar a atmosfera da Audio em um culto satanista e fervoroso, e as rodinhas foram momentaneamente substituídas por mãos ao alto, danças introspectivas e chifrinhos cortando a fumaça no ambiente. 

A performance hipnótica e dominante de Nergal, sob seu manto sombrio e face semioculta, foi capaz de evocar gritos da plateia e calar a todos com apenas um gesto, mas também trouxe carisma e cumplicidade com os fãs fiéis.

Não demorou muito para o Behemoth trazer de volta a intensidade diante do pedido do frontman por “caos e moshpits”, abrindo duas rodas efervescentes na plateia em um cenário condizente com a técnica e intenção das músicas.

Veja a cobertura fotográfica da nossa colaboradora Leca Suzuki dos shows de Crypta, Nervosa, Arch Enemy e Behemoth na galeria. (Caso não esteja vendo a galeria de fotos, clique aqui).

Arch Enemy na Audio, em São Paulo. Crédito: Leca Suzuki
Arch Enemy na Audio, em São Paulo. Crédito: Leca Suzuki
previous arrow
next arrow
 

LEIA TAMBÉM: Crypta e Nervosa se apresentam no mesmo palco pela primeira vez em São Paulo

Jornalista e apaixonada por produção de conteúdo, já escreveu sobre música e entretenimento para portais como Rolling Stone Brasil, Atrevida, Indieoclock e a extinta Exitoína antes de se tornar repórter do Wikimetal (e Mad sound) há alguns anos. Desde 2024, atua exclusivamente no gerenciamento das redes sociais do Wikimetal, sendo responsável também por cobertura de shows e entrevistas. Também atua como "fã profissional" no Scorpions Brazil e fala sobre viagens no Sempre Quis e Vou. - [email protected]