Ed McPherson, advogado do ex-guitarrista do Mötley Crüe, Mick Mars, condenou a vitória da banda nos tribunais contra seu cliente. Em 29 de janeiro, o juiz Patrick J. Walsh declarou improcedente o processo do guitarrista contra o grupo, ordenando que ele devolva mais de US$ 750 mil em adiantamentos de turnê.
À Rolling Stone, McPherson classificou a decisão como algo “ridículo” e “injusto”. O advogado afirmou ainda que a banda “nunca foi justa” com Mars, especialmente após ele informar que não faria mais turnês devido à sua doença degenerativa – a Espondilite Anquilosante.
“Quando Mick disse: ‘Não consigo mais fazer turnês de uma doença terrível, mas ainda posso compor, ou fazer shows pontuais, residências e gravar’, eles responderam: ‘Desculpe, Mick. Foram 43 anos, mas você está fora. Adeus, e não queremos mais te pagar’. Este juiz disse que isso está tudo bem. Precisamos decidir se vamos contestar isso. É ridículo. É apenas uma questão de saber se ele quer continuar com isso. Basicamente, ele superou o Mötley Crüe”, declarou [transcrição via Blabbermouth]
Entenda o processo movido por Mick Mars contra o Mötley Crüe
O processo teve origem na saída de Mars das turnês em 2022, devido à sua luta contra a doença degenerativa Espondilite Anquilosante, quando ele alegou que ainda tinha direito a 25% da receita de shows, mesmo sem se apresentar ao vivo. Em 2023, Mars entrou com um processo contra a banda, da qual fez parte nos últimos 41 anos, sob alegação de prejuízos financeiros, e de ter sido expulso pelos integrantes em uma “decisão unilateral”.
A decisão do juiz Patrick J. Walsh confirmou que Mars perdeu qualquer participação nas receitas de turnê ao deixar de viajar com o grupo e ordenou que ele reembolse mais de US$ 750 mil (em média R$ 4 milhões na cotação atual) em adiantamentos de turnê não recuperados, além de manter a rescisão dele como diretor e oficial da banda.
Além disso, o juiz também confirmou a decisão da banda de demitir Mick Mars de seus cargos de diretor e executivo por justa causa.
“Mars recebeu um adiantamento de US$1.500.000 em troca de seu acordo para realizar 138 shows. Ele entendeu, ao receber o adiantamento, que se tratava de um adiantamento e que teria que devolvê-lo caso parasse de fazer turnês. Mars parou de fazer turnês. Portanto, ele deve devolvê-lo. Mars está condenado a pagar à MCI o valor proporcional aos shows que perdeu entre setembro de 2021 e a data atual. Ele não é obrigado a pagar pelos shows que não aconteceram”, disse o juíz Patrick J. Walsh [via Louder].
Durante o julgamento, Mick Mars chegou a fazer acusações públicas alegando que o grupo não tocava ao vivo. Mas foi confrontado com gravações reais e testemunho técnico que o levou a admitir sob juramento que suas declarações eram falsas.
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